Polícia prende assassinos de delegado de Camaçari, na Bahia

O policial foi morto na quarta-feira, 26, quando dava uma entrevista ao vivo para uma emissora de rádio local

Ricardo Valota e Eliana Lima,

27 de maio de 2010 | 01h42

SÃO PAULO - Os dois assassinos do delegado Clayton Leão Chaves, de 35 anos, titular da 18ª Delegacia, de Camaçari (BA), região metropolitana de Salvador, foram presos na noite de quarta-feira, 26.

 

O policial foi morto, com três tiros às 9 horas ao lado da esposa, dentro de seu Ford EcoSport, após parar na Estrada da Cascalheira, no bairro rural de Cajazeira de Abrantes, em Camaçari, para dar entrevista a uma rádio local.

 

No momento em que era entrevistado, o delegado foi abordado por assaltantes e baleado três vezes após os bandidos perceberem que a vítima era um policial. Os tiros e o desespero da esposa do policial foram ouvidos ao vivo por quem ouvia a entrevista na Rádio Líder. A intenção dos bandidos era levar o carro.

 

Os criminosos ocupavam um Corsa Sedan táxi, que foi abandonado horas depois e incendiado pelos criminosos. Rinaldo Valença de Lima, que já tem passagens por roubo e homicídio e confessou ter disparado contra o delegado, foi preso em casa, no bairro da Gleba E.

 

Edson Cordeiro, já indiciado em outra ocasião por roubo, também foi preso na casa onde mora, no bairro do Parque Verde II. Um terceiro homem, de prenome Magno, também teria participado do crime, mas continua foragido.

 

Delegado

 

Clayton Leão foi coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimento Financeiro (GRREF), do COE (Centro de Operações Especiais), onde atuou durante quatro anos. Atualmente, realizava um trabalho de enfrentamento ao tráfico de drogas na cidade.

 

Em dezembro do ano passado, ele tinha participado da Operação Pégasus, que visava desarticular uma quadrilha de roubo de cargas e veículos que atua nas estradas baianas e que resultou na prisão de dez pessoas, em Camaçari.

 

O sepultamento do delegado Clayton Leão Chaves ocorre nesta quinta-feira, 27, às 10 horas, no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador.

Tudo o que sabemos sobre:
delegadoCamaçari

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.