Polícia prende em SP trio que roubava e estuprava

Criminoso abordava mulheres e as obrigava a entrar em carro com vidros escurecidos, ataques ocorriam em áreas nobres da cidade

Rodrigo Pereira, O Estadao de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 00h00

A Polícia Civil prendeu na noite de quinta-feira um trio que confessou quatro roubos, dois estupros e dois atentados violentos ao pudor contra quatro mulheres de diferentes bairros da zona sul de São Paulo, entre agosto e novembro. Com o grupo, formado pelo casal Adão Luiz de Almeida e Suzana Aparecida da Silva e pelo estuprador Welhington Franca Mendes, foram encontrados documentos e cartões de crédito de várias mulheres e 11 celulares, o que faz o delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa acreditar que eles fizeram muito mais vítimas.O casal foi autuado por roubo qualificado (pena de 6 a 15 anos por crime) e Mendes pelos roubos e por estupro e atentado violento ao pudor (mesma pena pelos roubos, somados de 6 a 10 anos por vítima dos abusos sexuais). "Por medo de ameaças, vergonha ou trauma, muitas mulheres acabam não registrando a ocorrência. Esperamos que a prisão as encoraje e eventuais vítimas nos procurem para incriminá-los", disse Barbosa, titular do 27 º Distrito Policial, em Campo Belo, e responsável pelo caso. O delegado explicou que as investigações começaram com base numa ocorrência de roubo e estupro feito pela recepcionista V. R. V., atacada no dia 12 de novembro na Rua Cristóvão Pereira, no Campo Belo, bairro de classe média alta. Nos últimos dias, os policiais encontraram um caso, registrado no dia 17 no DP do Socorro, na região de Guarapiranga, idêntico ao que apuravam: um homem abordava uma mulher com uma arma e a obrigava entrar no banco de trás de um Corsa preto, de vidros escurecidos. A bolsa era vasculhada e a vítima era obrigada a passar as senhas no caminho para os caixas eletrônicos. No percurso, era molestada pelo rapaz com a arma que, quando o casal descia para sacar o dinheiro, obrigava a vítima a se despir para consumar o abuso sexual. No último ataque, o trio foi a um shopping retirar o dinheiro. De acordo com o horário do crime, os investigadores conseguiram com a administração do local as imagens de vídeo que mostravam a placa do Corsa e o casal entrando na sala com os caixas eletrônicos. "Levantamos os dados do carro e ele estava no nome do Almeida. Fomos com mandado judicial de busca e encontramos o casal com todos aqueles celulares, cartões e documentos - todos de mulheres. E logo eles entregaram o comparsa", explicou o delegado Barbosa. Todas reconheceram entre a noite de quinta-feira e o dia de ontem os criminosos, que reagiram friamente, confirmando os roubos. O casal ainda alegou não saber que o comparsa abusava das mulheres, o que foi negado pelas vítimas, que agora tomam até um forte coquetel antiaids - cinco comprimidos, duas vezes por dia.

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