Polícia prende falsa juíza, acusada de estelionato e extorsão

Policiais da Delegacia de Defraudações prenderam nesta sexta-feira de manhã Audrey de Souza Lindgreen, de 38 anos, por ter cometido crimes de extorsão e falsificação de documentos. Ela estava sendo procurada havia três anos, acusada de se fazer passar por juíza da 3ª Vara Criminal do Fórum do Rio, advogada e procuradora do INSS.A polícia estima que, nesse período, Audrey tenha aplicado golpes em cerca de cem pessoas. A pena para cada crime varia de um a três anos. Por volta de 7h30, três policiais, munidos de um mandado de prisão, chegaram ao apartamento de Audrey, na rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, zona sul, e tiveram que arrombar a porta porque a empregada se recusou a recebê-los.Segundo o inspetor Wagner Luiz, a busca por Audrey se intensificou depois que 18 empresários prestaram queixa na polícia contra a mulher, que já tinha antecedentes criminais. O inspetor disse ainda que, contra Audrey, existem 18 processos e que ela utilizava nomes de empresários conhecidos, quando se fazia passar por procuradora do INSS.?Ela exercia tráfico de influência. Dizia que conhecia o Rubem Medina e todos acreditavam. Dizia que ia ajudar com questões de aposentadoria e sumia com o dinheiro das pessoas. Falava que era juíza, como forma de intimidação.?A assessoria do fórum informou que não há registro de Audrey como magistrada da 3ª Vara Criminal. Em depoimento, Audrey contou que é economista, mas não apresentou nenhum registro oficial da profissão. A polícia informou que três empresários estiveram na delegacia nesta sexta-feira e reconheceram a mulher.De acordo com o inspetor Wagner Luiz, ela aplicou golpes em empresários do setor de ?atividades sociais?. A estelionatária foi encaminhada para a Casa de Custódia feminina, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2002 | 20h03

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