Polícia prende falsificadores de gasolina em São Paulo

Depois de um mês de inúmeras denúncias e trabalhos de investigação, a Polícia Civil conseguiu prender, na noite de ontem, oito pessoas responsáveis por um esquema de produção e venda de gasolina falsa na grande São Paulo. Policiais civis da 3ª Delegacia da Divecar - Divisão de Investigações sobre Roubos e Furtos de Veículos e Cargas - estouraram um galpão, localizado na rua Mica, nº 150, no Jardim Perobal, em Itaquaquecetuba, onde cerca de 100 mil litros de uma falsa gasolina eram fabricados por dia.O motorista de uma carreta, Claudelino Galardo de Souza, 32, foi seguido pelos policiais civis, o que permitiu a localização do restante do bando e do galpão onde o crime era realizado. "A ordem era para que todos da Divecar ficassem atentos aos caminhões-tanques suspeitos que faziam a distribuição em postos de bandeira branca. Desta vez conseguimos", afirmou Édson Soares, delegado divisionário da Divecar.Além de Claudelino, foram detidos Paulo César Rodrigues dos Santos, 32, dono do galpão, Zilmar Rodrigues, 43, químico responsável pela alquimia, os motoristas Neldair Rodrigues Urbano, 45, José Roberto dos Santos da Silva, 25, e Laércio Borges de Souza, 49; e os ajudantes Roseri da Silva Santos, 39, e Raul Faga Versini, 48.EsquemaO esquema de falsificação da gasolina era formado por 9 caminhões-tanque, interligados por mangueiras. Tudo funcionava com um sistema de bombeamento dos produtos, cada um em um veículo, e todos utilizados na mistura que gerava a gasolina falsa. Segundo a polícia, em um caminhão, já com os produtos na fase final de mistura, havia, por exemplo, 10 mil litros de querosene, 5 mil litros de álcool anidro, 15 mil litros de solventes e um corante que permitia uma tonalidade parecida com a da gasolina. Das 9 carretas apreendidas, apenas duas estavam com a falsa gasolina.De acordo com as denúncias que chegavam à polícia, investigadores da Divecar já trabalham com a hipótese de que a falsa gasolina era distribuída para muitos postos da capital e municípios da grande São Paulo, principalmente postos de Itaquaqucetuba. Todos os oito detidos serão indiciados por formação de quadrilha e crime contra a economia popular, pelo delegado que preside o inquérito, João Demétrio Loricchio, titular da 3ª Delegacia da Divecar.

Agencia Estado,

18 de maio de 2001 | 08h08

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