Polícia prende integrantes de quadrilha de seqüestros em Campinas

Investigadores da Delegacia Anti-Seqüestros de Campinas prenderam, na manhã de hoje, seis integrantes de uma das mais importantes quadrilhas de seqüestro do interior do Estado. Segundo a polícia, os crimes cometidos pelo bando eram caracterizados por negociações difíceis e as vítimas ficavam mantidas em cativeiros por longos períodos, sob maus tratos. No mais recente seqüestro cometido pela quadrilha, encerrado na semana passada, a vítima permaneceu 57 dias no cativeiro, sem banho, usando um balde como banheiro e sendo alimentada por restos de comida.Os investigadores afirmaram que o bando agia com discrição e de forma muito organizada. Até a prisão, os policiais conheciam apenas os apelidos dos acusados. Ao grupo, é atribuído pelo menos cinco seqüestros ocorridos em Campinas, Sorocaba e Tatuí. O nome das vítimas foi mantido em sigilo pela polícia. Os seqüestradores foram identificados como José Maria Nogueira de Sá, de 31 anos, condenado a 138 anos de prisão, por roubo, formação de quadrilha e dois latrocínios; Fracisco de Assis Sá, de 20 anos, Antonio Julião de Oliveira, de 40, Valdinéia Cristina Nunes, de 27, Jorcelei Nogueira Sá Oliveira, 32, e Cristiane Magalhães de Souza, de 18 anos. eles foram detidos nas proximidades do Jardim Vitória, em Mairinque.A polícia de Campinas descobriu na cidade um cativeiro identificado por uma das vítimas. A partir da localização desse cativeiro, os policiais chegaram até Francisco Sá, que apontou um segundo cativeiro, onde foi preso José Maria de Sá. Na casa de Francisco, a polícia encontrou uma sub-metralhadora 9 milímetros, roubada da Polícia Civil, com a inscrição raspada, um revólver 38, uma pistola 9 milímetros, munição e correntes usadas para prender as vítimas. Há informações de outros membros dessa quadrilha que continuam sendo procurados pela polícia. Os policiais investigam a possibilidade de haver troca de armamentos e terceirização de serviços entre o bando preso hoje e outras quadrilhas que atuam na região de Campinas. Mas a polícia não quis revelar mais detalhes. Os detidos foram ouvidos na Delegacia Anti-Seqüestros de Campinas e seriam encaminhados para um presídio de segurança máxima, cuja localização a polícia não informou.

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