Polícia prende jovem conhecido como 'Maníaco da Cruz' no MS

Adolescente é suspeito de cometer três crimes em série e colocar corpos em posição de crucificação

Solange Spigliatti e João Naves de Oliveira, estadao.com.br e O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2008 | 11h36

O adolescente de 16 anos, suposto "Maníaco da Cruz", autor da série de assassinatos macabros ocorridos nos últimos meses em Rio Brilhante, a 160 km de Campo Grande (MS), foi preso em casa na madrugada desta quinta-feira, 9. Ele é suspeito pelo assassinato em série de três pessoas, cujos corpos foram colocados no chão em posição de crucificação, com os pés juntos e os braços abertos, segundo informações da polícia.   A primeira das vítimas foi o pedreiro Catalino Cardena, de 33 anos, morto no dia 24 de julho. No seu peito estavam inscritas as iniciais INRI ("Iesu Nazarenus Rex Iudaeorum" em latim, que em português significa "Jesus Nazareno Rei dos Judeus"), feitas a faca.   Um mês depois, Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, virou a segunda vítima. Seu corpo foi encontrado nu sobre o túmulo do cemitério situado em frente a sua própria casa, que a exemplo da primeira era homossexual. Na terça-feira, 7, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, virou a terceira da série. "Ela estava muito bonitinha quando saiu de casa", disse o acusado sobre a menina, que conhecia desde criança.   A delegada explicou que o rapaz é frio e vaidoso ao revelar sua personalidade, reafirmando que matava somente "pessoas impuras". Trabalhava em serviços gerais, o garoto morava com o pai, professor de caratê, e dois irmãos, na periferia da cidade onde foi preso. A mãe não mora com a família.   Foram encontrados no quarto do rapaz fotos e reportagens do assassino em série Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como "Maníaco do Parque" pelos crimes cometidos em São Paulo, há uma década. Além disso, também foram achados uma faca tipo peixeira, um canivete sujo de sangue, roupas e celulares que roubou das vítimas, além de jornais da região destacando os ataques do "Maníaco da Cruz".   O jovem falou à titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), Maria de Lourdes, ter tentado "superar meu ídolo Francisco de Assis Pereira". O adolescente, de acordo com a polícia, foi levado para Campo Grande por motivo de segurança.   Atualizado às 20h48 para acréscimo de infomações

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