Polícia Civil/RJ
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Polícia prende mais um acusado de assassinar investidor de criptomoedas na Região dos Lagos do RJ

Wesley Pessano, investidor de criptomoedas, foi morto este ano na Região dos Lagos do Rio. Além do homem detido neste sábado, outros dois mandados de prisão foram expedidos

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2021 | 12h54

RIO - A Polícia Civil prendeu neste sábado, 18, um homem acusado de envolvimento no assassinato do investidor de criptomoedas Wesley Pessano, de 19 anos, morto este ano em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

A Operação Sarcófago foi deflagrada por agentes da 125ª Delegacia de Polícia, com o objetivo de apurar informações e prender os integrantes da organização criminosa que encomendou a morte e executou o jovem investidor.

Além do homem detido, foram emitidos mais dois mandados de prisão contra outros envolvidos já presos: o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, fundador da GAS Consultoria Bitcoin, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, e outro homem preso em novembro no Espírito Santo.

Glaidson foi preso pela Polícia Federal em agosto, suspeito de operar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas. Ele é acusado de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira clandestina, emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais.

“O Faraó dos Bitcoins, motivado por interesses econômicos, montou uma organização criminosa para eliminar seus concorrentes no mercado de captação de clientes para investimentos em criptoativos”, afirmou a Polícia Civil, em nota.

A polícia informou que os agentes concluíram o inquérito chegando ao mandante, à motivação e aos envolvidos no crime tendo como base as investigações e o compartilhamento de provas entre a Polícia Civil, Ministério Público e Polícia Federal.

Até o momento, 11 pessoas já foram presas sob a acusação de participação no crime. Ainda há um suspeito foragido, considerado o braço direito do Faraó dos Bitcoins.

“Segundo as investigações, ele chegou a montar uma empresa com o irmão – capturado nesta operação –, com capital inicial de R$ 5 milhões, que prestava serviços de grupo de extermínio se passando por trabalho de inteligência, segurança e transporte de valores”, relatou a polícia.

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