Polícia prende mais um suspeito de matar garoto no Rio

A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira Carlos Roberto da Silva, de 21 anos, o Carlinhos Sem Pescoço, suspeito de ser o quinto integrante da quadrilha que matou o menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, ao arrastá-lo por 14 ruas, num total de sete quilômetros. Eles roubaram o carro da mãe do garoto, um Corsa, e João Hélio ficou preso ao veículo pelo cinto de segurança. A ação da PM pegou de surpresa o delegado Hércules Nascimento Pires, da 30.ª Delegacia Policial (Marechal Hermes), que já tinha ouvido Carlos Roberto na quinta-feira à tarde como testemunha. ?Por mim, ele não está envolvido no caso.? Outros dois acusados ainda são procurados. Carlos Eduardo Toledo teria dirigido o Corsa durante a fuga. Ele já estava foragido da Justiça por roubo de carros. Tiago Abreu Mattos, de 19 anos, chegou a ser detido na quinta, mas foi liberado por falta de provas. Além de Carlos Roberto, estão presos o menor E., de 16 anos, irmão de Carlos Eduardo, e Diego Nascimento Silva, de 18 anos. Em seu primeiro depoimento, Diego disse que dirigiu o Corsa. Nesta sexta, mudou de versão. Afirmou que estava no banco do passageiro e que Carlos Eduardo estava ao volante. E. teria abordado as vítimas e entrado na parte de trás. Tiago teria pego o táxi do pai, um Vectra, sem avisá-lo. O veículo foi usado pela quadrilha para chegar em Osvaldo Cruz, local do crime. Segundo um policial militar, Carlos Roberto confessou que estava no táxi. Diego alega que não sabia sobre o menino preso ao carro. Perguntado sobre as testemunhas que tentaram fazer com que o carro parasse, disse ter pensado que estavam sendo perseguidos por causa do roubo. Ele contou que Tiago estava interessado em roubar os pneus do Corsa. Segundo informou a polícia, Tiago viu o desespero da mãe do garoto e, separado dos três cúmplices que estavam no Corsa, fugiu para a casa de Carlos Roberto. ?Vamos pegar o Tiago em breve. Acho até que o pai dele vai entregá-lo?, disse um inspetor da Polícia Civil. Diego, que se mostrou frio ao ser preso, mudou de comportamento após a primeira noite na cadeia. Disse estar arrependido e reclamou das condições da cela.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2007 | 20h22

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