Polícia prende mais um suspeito de matar promotor

A Polícia Militar prendeu na noite de sexta-feira mais um suspeito de participação no assassinato do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, ocorrido dia 25 de janeiro, em Belo Horizonte. É o empresário Cristiano Farah, de 25 anos, dono, junto com o irmão Luciano, de 43 - preso na madrugada de ontem -, da rede West de postos, acusada de adulteração de combustíveis e de fraudes fiscais no ano passado em investigação conduzida pelo promotor. Cristiano estava em um hotel da capital, supostamente escondido.Desde o início da apuracão sobre o assassinato até a manhã de hoje, a força-tarefa montada para cuidar do caso - formada pela PM, a Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público - havia prendido dez suspeitos. Três deles já tinham pedidos de prisão preventiva decretados antes mesmo do crime - de um total de oito supostos integrantes da chamada "máfia dos combustíveis" que estaria agindo na capital, ligados a outra rede de postos.Junto com Luciano e Cristiano Farah foi detido temporariamente, por ordem do juiz do 2o Tribunal do Juri, Edison feital Leite, o office-boy Geraldo Barreiras, de 24, funcionário da rede West e também apontado como integrante da máfia. Três caminhões-tanque da empresa foram apreendidos. Quatro policiais militares que atuavam como seguranças da rede também foram presos em um quartel da corporação, para apuração de envolvimento. Acusados de adulteração de combustíveis e fraudes fiscais, os irmãos Luciano e Cristiano tiveram postos fechados no ano passado por ação do Ministério Público Estadual. De acordo com o procurador-geral de Justiça de Minas, Nedens Ulisses Oliveira, os dois fizeram ameaças ao grupo de promotores que investigava o caso, entre eles Lins do Rego, o que os coloca como principais suspeitos de serem mandantes do crime. O advogado dos irmãos, Marcelo Ferreira de Melo, garante inocência de ambos e disse que vai pedir habeas-corpus no Tribunal de Justiça de Minas.

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