Polícia prende médica acusada de manter clínica para aborto

Ministério Público conseguiu reunir mais de 10 mil fichas de pacientes da médica

João Naves, do Estadão

12 Julho 2007 | 16h06

Depois de realizar abortos durante 20 anos, a médica anestesista Neide Mota Machado, foi presa no final da noite de quarta-feira, 11, em uma chácara de Terenos, a 25 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O Ministério Público Estadual já procurava a médica havia 80 dias e reuniu mais de 10 mil fichas de mulheres que realizaram abortos criminosos na clínica dela. Segundo informações do promotor de Justiça Paulo César Passos, o Ministério Público Estadual denunciou a médica por apologia e prática de aborto, além de formação de quadrilha e porte ilegal de arma. Nesses casos a condenação pode ser de até 27 anos de prisão. Outras 34 pessoas também foram denunciadas pelos mesmos crimes. Foram coletados 70 depoimentos pela polícia, resultando num processo com quase mil páginas e 35 indiciados. Durante as investigações, foram constatadas várias irregularidades na clínica, entre elas a falta de instrumentos adequados para realização dos abortos. Em um dos casos, o MPE suspeita que a médica tenha utilizado medicamento abortivo indicado para animal em uma paciente.

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