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Polícia prende piloto acusado de participar da morte do traficante Gegê do Mangue

Felipe Morais era procurado desde fevereiro, quando os crimes aconteceram

Paulo Roberto Netto e Marília Noleto, especial para o Estado

15 de maio de 2018 | 09h55

GOIÂNIA - A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta segunda-feira , 14, o piloto de helicóptero suspeito de envolvimento na emboscada que levou à morte Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, considerados dois chefes de uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas do país.

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Felipe Ramos Morais, de 31 anos, foi localizado em uma casa em um condomínio de luxo na cidade turística de Caldas Novas, a 167 km da capital, e conduzido à Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic), em Goiânia. Felipe era procurado desde fevereiro, quando os crimes ocorreram no Ceará.

Ele teria levado os dois traficantes a uma reserva indígena, em Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, onde estava preparada uma emboscada. Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, foram mortos na manhã do dia 15 de fevereiro e os corpos foram encontrados no dia seguinte, na mata.

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De acordo com o delegado Valdemir Pereira da Silva, os policiais foram ao local para averiguar o desaparecimento de um piloto de Anápolis, suspeito de trazer drogas do Paraguai a Goiás. No entanto, na abordagem, o suspeito apresentou uma CNH falsa. "Pensávamos que se tratava do caso de Anápolis. Porém, o piloto se identificou como Felipe Ramos. Checamos seus antecedentes e descobrimos que havia esse mandado de prisão temporária no Estado do Ceará".

O suspeito alegou à polícia que portava o documento falso por estar sendo perseguido por integrantes de facções criminosas e que temia ser morto. Ainda segundo o delegado, Felipe foi autuado em Goiás em flagrante pelo crime de uso de documento falso, mas será encaminhado ao Ceará em breve para responder ao processo.

Felipe também é alvo de uma investigação de tráfico de drogas que corre em sigilo em Goiás. Em março, policiais da Delegacia de Narcóticos cumpriram um mandado de busca e apreensão em uma fazenda supostamente alugada pelo piloto em Catalão, no sudeste do Estado. Na ação, os investigadores descobriram documentos que apontam a ligação do piloto com o imóvel. Felipe foi interrogado pelos policiais sobre o caso antes de ser encaminhado ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde aguarda transferência para o Ceará.

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