Polícia prende quadrilha que vendia carro roubado no RS

Bando teria causado rombo de R$ 1,5 milhão, desde 2007; ao todo, 11 foram presos e mais dois são procurados

Solange Spigliatti, Central de Notícias

05 de outubro de 2009 | 12h25

Onze pessoas foram presas nesta segunda-feira, 5, durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Eles faziam parte de uma quadrilha que furtava, roubava e adulterava cadastros de veículos para revendê-los. Os carros clonados eram vendidos através de anúncios em classificados de jornais. Foram apreendidos 12 veículos roubados. As prisões aconteceram em Lages, na serra catarinense, em Porto Alegre e outras 10 cidades.

 

Segundo o titular da Delegacia de Roubo de Veículos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Heliomar Franco, os carros eram vendidos dentro do Rio Grande do Sul e em vários outros Estados, como Santa Catarina e Mato Grosso. Dos detidos, dois estariam atuando de dentro de presídios. Um dos presos já foi reconhecido por um das vítimas. Ao menos outras duas pessoas ainda estão sendo procuradas.  

 

A polícia chegou até a quadrilha após a denúncia de uma das 40 vítimas do bando. O comprador tentou transferir o veículo no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em Porto Alegre, e constatou que o carro era adulterado. A vítima possuía o telefone de um dos membros da quadrilha, o que facilitou o início das investigações, de acordo com o delegado.

 

O esquema de roubo e adulteração de veículos, segundo Franco, contava com funcionários do Infoseg, que forneciam senhas para acesso o sistema de segurança, e de um policial militar de Pernambuco, que permitia o acesso aos dados dos carros. Outros funcionários do Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVAs), que repassavam dados dos prontuários dos veículos, já foram identificados.

 

O grupo roubava principalmente carros importados seminovos, como caminhonetes, que eram comprados por R$ 1,5 mil. Além das encomendas, a quadrilha também comprava veículos de outros assaltantes. O bando agia desde 2007 e teria causado um rombo de R$ 1,5 milhão.

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