Polícia Civil/Divulgação
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Polícia prende quadrilha que vendia ecstasy em festas de música eletrônica

Operação contra o tráfico de drogas sintéticas prendeu 29 suspeitos em 5 Estados; entorpecente era comercializado com jovens de classe média a R$ 100 a dose

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

24 de agosto de 2016 | 13h35

PORTO ALEGRE - Vinte e nove pessoas foram presas em operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra o tráfico internacional de drogas sintéticas em cinco Estados na manhã desta quarta-feira, 24. Segundo as investigações, os entorpecentes, especialmente o ecstasy, eram vendidos em festas de música eletrônica a jovens de classe média e alta no litoral gaúcho e catarinense. 

De acordo com o delegado Thiago Lacerda, a maior parte da droga vinha de fora do País e era comercializada a R$ 100 a dose. 

A quadrilha estava sediada em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Segundo a polícia, o faturamento dos criminosos giraria a quantia de R$ 500 mil por mês. Além do ecstasy, que vinha da Europa, os traficantes também negociavam cocaína, vinda do Paraguai, e estavam instalando um laboratório de maconha em Camboriú. Foram apreendidas sementes da planta oriundas do Uruguai.

Novas drogas. Reportagem do Estado mostrou que a Polícia Federal identificou 59 novas drogas apreendidas no País nos últimos três anos. Algumas são entorpecentes consumidos há anos por usuários enganados por traficantes, que as vendem como se fossem drogas mais conhecidas, como o LSD e o ecstasy. Os danos causados por essas substâncias ainda não são totalmente conhecidos pela ciência. Os dados da PF por meio da Lei de Acesso à Informação.

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