Kelly Cadamuro/ Facebook
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Polícia prende suspeito de entrar em grupo de caronas para assassinar jovem

Outros dois suspeitos de participação no crime também estão presos; o corpo de Kelly Cristina Cadamuro foi encontrado nesta quinta-feira

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2017 | 10h54

SOROCABA - A polícia de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira, 3, a prisão de um homem acusado de entrar num grupo de caronas por aplicativo para assassinar a jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, encontrada morta depois de combinar pelo WhatsApp uma viagem a Minas Gerais. Outros dois suspeitos de participação no crime também estão presos. O corpo de Kelly foi encontrado seminu, com as mãos amarradas e marcas de estrangulamento, na quinta-feira, 2, à margem de um córrego, entre as cidades mineiras de Frutal e Itabagipe. Ela estava desaparecida desde a noite anterior. 

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Conforme a polícia, Jonathan Pereira do Prado confessou ter entrado no grupo de caronas com a intenção de roubar a jovem. Ele estava foragido de uma unidade prisional desde março deste ano. Outro suspeito, Luis Cunha, teria ajudado matar a jovem e o terceiro, Daniel Teodoro da Silva, comprou o celular e outros objetos roubados dela. Os três foram presos durante a madrugada, em bairros distintos de São José do Rio Preto, e já tinham passagens por roubos. Eles foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Frutal, onde seguem as investigações.

Kelly iria para Itabagipe, na quinta-feira, visitar o namorado, o engenheiro civil Marco Antonio da Silva, de 28 anos, e postou a viagem no grupo. Segundo a família, ela havia feito isso muitas vezes e nunca tivera problemas. Um casal se ofereceu para dividir as despesas como carona, mas no lugar combinado, apenas Jonathan teria se apresentado. A jovem fez o último contato com os familiares quando abastecia o carro, num posto da rodovia BR-153. Ela não chegou ao destino e a polícia foi comunicada. O carro foi achado sem as rodas numa estrada rural de Mirassol, vizinha a Rio Preto.

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Depois de não receber notícias de Kelly, o engenheiro saiu à procura dela junto com a polícia. Foi ele quem encontrou a calça da jovem, próximo do local em que o corpo, seminu, foi achado pelos policiais.

De acordo com a Polícia Militar, as imagens das câmeras de um pedágio na divisa de São Paulo com Minas foram decisivas para a prisão dos suspeitos. As câmeras registraram Kelly passando com o carona em direção à cidade mineira e, algum tempo depois, o carro em sentido contrário com um homem ao volante. Nas imagens, segundo a PM, é possível identificar Jonathan dirigindo o veículo, após o crime. O corpo de Kelly passou por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Frutal e era velado, na manhã desta sexta, em Guapiaçu, onde mora sua família.

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