Polícia prende suspeitos de chacina no interior da Bahia

A Polícia Civil baiana acredita ter esclarecido a chacina descoberta na noite de terça-feira, 6, no município de Itajuípe, 415 quilômetros ao sul de Salvador, que deixou três mulheres e duas crianças, de 2 e 5 anos, mortas. Os agentes prenderam, entre a tarde e a noite de quarta-feira,7,os dois acusados de ter praticado o crime - Anderson Gonçalves dos Reis, de 24 anos, e Alex de Paula Silva, de 23. Eles confessaram ter realizado os assassinatos na noite de sábado, 3, a mando do engenheiro José Américo dos Reis Filho, de 49 anos.As investigações concluíram que a dona do sítio onde ocorreu a chacina, Ediane Duarte Souza, de 40 anos, morta no local, era amante havia seis anos de Reis Filho, um funcionário da Petrobrás em Itabuna, a 20 quilômetros do local do crime. O filho dela, José Américo Duarte Souza, de 5 anos, também assassinado, seria fruto do romance. Na última sexta-feira, 2, o casal teria discutido porque Ediane cobrou do engenheiro uma casa em Itabuna, dizendo-se cansada de viver afastada da cidade. Segundo o coordenador da Polícia Civil da cidade, Nélis Araújo, Reis Filho temeu que sua mulher soubesse da presença da amante na mesma cidade e, por isso, decidiu matar Ediane.Promessa de empregoSegundo os depoimentos de Silva e Reis, o engenheiro os contratou com a promessa de reempregar o segundo na Petrobrás - Reis havia sido demitido meses antes, por ter falsificado uma assinatura em um documento - e deixar para eles tudo o que pudessem levar do sítio. Eles também contaram que, chegando ao local, encontraram não só Ediane e o filho, mas a amiga dela Geisa Silva dos Santos, de 25 anos, o filho dela, Pedro Henrique Santos Cruz, de 2, e a empregada da casa, Leidilaura da Paz Santos, de 26, e resolveram matar todos.Com um revólver - que teria sido entregue pelo engenheiro aos assassinos na noite do crime -, Silva e Reis atiraram primeiro em Geisa. Depois, de acordo com o relato deles, a arma falhou e eles tiveram de esfaquear as duas outras mulheres, no abdome e na cabeça, até elas morrerem. As crianças foram mortas por afogamento, em um tonel no quintal da casa.De acordo com o delegado Araújo, o engenheiro chegou a confessar o planejamento da morte de Ediane quando foi detido, na base da Petrobras em Itabuna. "Ele disse que estava arrependido porque o filho também havia morrido na ação", conta. Na delegacia, porém, ele não admitiu a participação na chacina.

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