Polícia prende suspeitos de contrabandear abortivos

A polícia de Mato Grosso investiga o contrabando e a venda ilegal do medicamento Cytotec, remédio para úlcera que é usado para provocar aborto. O esquema envolve policiais, balconistas de farmácias e taxistas que comercializavam o produto, cuja venda é proibida no Brasil. Cinco pessoas foram presas entre quarta e quinta-feira e outras cinco estão sendo investigadas.Foram presos a policial civil Jucélia Arruda Faria, o agente policial Salvador da Silva, os balconistas de drogaria, Airton Abreu Nascimento e Idalmo Alves de Souza e o taxista Aparecido Meira Santos.Com a quadrilha, foram apreendidos 206 comprimidos do abortivo. Cada comprimido era adquirido por R$ 2,60 e revendido a R$ 12,50. A venda era feita por telefone e a entrega, a domicílio, feita por taxistas.O balconista Idalmo é apontado pela polícia como o maior distribuidor do abortivo em Mato Grosso. Idalmo nega, mas admite a comercialização: "Eu pego esse remédio de uma pessoa chamada Ilton. Ele traz o medicamento do Paraguai para ser comercializado aqui", confessou Idalmo na Delegacia do Complexo do Coxipó. Ele afirmou ainda que desde o ano passado estava atuando na distribuição de remédios ilegais.Há suspeita de que o Cytotec vendido em Cuiabá esteja sendo contrabandeado da Itália, ou fabricado de forma clandestina. No Estado, somente três hospitais estão credenciados a fornecer o Cytotec. O grupo também comercializava Viagra e Pramil, produto similar ao Viagra, ambos trazidos do Paraguai.

Agencia Estado,

03 de setembro de 2004 | 17h41

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