Polícia prende três suspeitos de participar de ataques

A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou na manhã desta quinta-feira a prisão de três suspeitos de terem participado do incêndio ao ônibus da Viação Itapemirim, na Avenida Brasil, nesta madrugada. De acordo com o Corpo de Bombeiros, seis pessoas morreram carbonizadas no atentado.O ataque ao ônibus 6011, que partiu de Cachoeiro do Itapemirim com destino a São Paulo, faz parte da onda de violência que atingiu a capital fluminense na madrugada desta quinta-feira. Ao todo, pelo menos dez pessoas morreram e outras dez ficaram feridas. A Polícia Militar confirmou a morte de dois policiais.De acordo com a PM, os suspeitos detidos nesta manhã foram identificados como Graciel Mauricio do Nascimento Campos, de 18 anos; Cleber de Carvalho Fonseca, de 23 anos, que tem passagem na polícia por tráfico de drogas - os dois estavam com documentos quando foram presos e, portanto, tiveram a identidade confirmada pelo delegado. O terceiro suspeito preso se identificou como Elzio Guilherme de Oliveira, de 23 anos. Todos são do bairro Nova Campina, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No momento da prisão, eles estavam com as mãos queimadas e não conseguiram justificar os ferimentos. Os três foram apontados por uma testemunha e foram presos na zona norte do Rio por policiais militares do Batalhão de Patrulhamento de Vias Especiais (BPVE). O delegado Eduardo Freitas, da 22ª Delegacia de Polícia, disse que vai pedir a prisão temporária dos três detidos. De acordo com ele, os suspeitos podem ter apresentado nomes falsos à polícia e "as histórias apresentadas por eles são inverossímeis".A PM informou também que dois homens foram mortos na madrugada desta quinta-feira, quando tentaram atacar uma cabine da corporação. Os policiais de plantão reagiram e houve troca de tiros. Uma das vítimas foi identificada como Luiz Cláudio Veras, de 22 anos. Com eles, foram apreendidas uma granada M-9, uma pistola com três munições intactas e uma motocicleta roubada. Crime organizadoDe acordo com as primeiras informações, a onda de ataques no Rio teria sido deflagrada por traficantes, que agiram em represália às ações de policiais militares em alguns morros da cidade. Há suspeitas de que os atentados tenham sido coordenados pela facção criminosa Comando Vermelho. Segundo uma fonte da área de segurança que falou à agência Reuters, a ordem para os ataques teria partido do presídio de Bangu."A gente ainda não sabe de onde partiu a ordem, estamos levantando os fatos para divulgar a realidade em uma nota com responsabilidade", disse o sargento Adolfo, do Departamento de Relações Públicas da PM, à agência Reuters. "Tem um monte de boatos por aí".Desde o início da noite desta quarta-feira, um clima de guerra predomina no Rio. Ações de assaltantes e traficantes em confronto com a PM foram registradas nas imediações da avenida Perimetral, na Praça Mauá. Os criminosos teriam obrigado os motoristas a pararem seus veículos iniciando uma espécie de arrastão.Atendimento aos familiaresA Viação Itapemirim, empresa responsável pelo ônibus 6011, incendiado nesta madrugada, na avenida Brasil, no Rio, criou uma central de atendimento para fornecer informações aos familiares dos passageiros que estavam no veículo no momento do atentado que vitimou seis pessoas.Apesar disso, a empresa ainda não confirmou o número de vítimas. "Em função do caos generalizado no local dos fatos, os trabalhos dos bombeiros e dos policiais ainda estão em andamento", afirmou, em nota.Os familiares podem obter informações acerca do ataque pelo telefone (11) 2146-8605, que aceita chamadas a cobrar. A Itapemirim informou também, em nota, que pretende arcar com as despesas de traslado dos corpos. "Não obstante o fato de que ocorrências desta natureza fujam da responsabilidade da empresa, em caráter humanitário e solidário, assumiremos as despesas dos traslados das vítimas".Com ReutersConteúdo atualizado às 14h54

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