Polícia procura adolescente acusado de matar travesti de 62 anos, na Bahia

Imagens de câmeras de segurança, instaladas nas proximidades da casa da vítima, mostram um jovem andando nas imediações do imóvel usando capuz e demonstrando nervosismo; segundo a polícia, o jovem está desaparecido desde o dia do crime

Heliana Frazão, Especial para o Estado

05 de junho de 2019 | 10h56

A Polícia Civil da Bahia está em busca de um adolescente de 15 anos, acusado de ter assassinado a pauladas, na manhã da sexta-feira, 31, a travesti Rosinha do Beco, de 62 nos, conhecida na cidade de Seabra, Centro-Sul da Bahia, onde ela morava e trabalhava como feirante.

Segundo a polícia, foi possível chegar até o jovem devido a imagens de câmeras de segurança, instaladas nas imediações da casa da vítima, onde o crime ocorreu. 

As imagens mostram o jovem andando nas imediações do imóvel usando capuz e demonstrando nervosismo. Ele está desaparecido desde o dia do crime.

Segundo o coordenador da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/ Seabra), Marcus Araújo, no local foi encontrado um porrete, parecendo um cabo de machado, que os investigadores acreditam ter sido usado para matar a travesti. O objeto apresentava manchas de sangue. Ficou constatado pela perícia que ela sofreu traumatismo de crânio provavelmente provocado pela pancadas com o porrete. 

Logo após o crime, a casa de Rosinha foi incendiada e o corpo dela ficou carbonizado. A polícia acredita que o assassinato correu logo após as 5h da manhã. Conforme ainda Araújo, foi apurado que Rosinha costumava levar para casa garotos de programa, também conhecidos como michês. Um ex-namorado dela teria revelado que o menor havia contado a outros colegas que faria um programa com a travesti.

"Ele deve ter colocado fogo na casa para apagar as provas e dificultar a sua identificação", disse o policial. Assim que viram as imagens das câmera, a polícia esteve na casa do suspeito, que foi levado até a delegacia para um interrogatório, mas ele negou participação no crime. Ele fugiu logo após ser liberado.

Os policiais o descrevem como um jovem agressivo, que costuma praticar assaltos na região, usando de violência contra as vítimas. "Tem várias acusações contra ele na delegacia local", diz o coordenador. O crime provocou uma grande comoção na cidade, onde Rosinha era tida como uma pessoa querida, alegre e brincalhona.

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