Polícia procura empresário acusado de matar jornalista

O procurador da República em Mato Grosso, Pedro Taques, afirmou que já tem provas suficientes paracombater o crime organizado no Estado. Até agora, a Justiça Federal expediu seis mandados de prisão, entre os quais o do empresário João Arcanjo Ribeiro, que continua foragido. Eletambém estaria envolvido no assassinato de Domingos Sávio Brandão de Lima, diretor-presidente da Folha do Estado, emoutubro.Há mandados ainda contra o coronel da Polícia Militar Frederico Lepesteur, considerado braço direito de Ribeiro, do tenente-coronel reformado Gonçalo de Oliveira Costa, de Barra doGarças, e de Marcondes Ramalho. Lepesteur já está preso, assim como o uruguaio Júlio Bachs, gerente do esquema de caça-níqueis em Mato Grosso.Ribeiro está com a prisão preventiva decretada por crime de contrabando de componentes eletrônicos, lavagem de dinheiro, exploração de máquinas caça-níqueis, homicídio e crimeorganizado. O Ministério Público também está investigando e tem fortes indícios da ligação do empresário com uma máfia que já atua em Minas, Paraná, Rio, Piauí e até no exterior.Nesta quinta-feira pela manhã, a polícia aprendeu na casa de Ribeiro computadores,documentos e dinheiro. Ao mesmo tempo, agentes prenderam o coronel Frederico Lepesteur no bairro Araés. No local, foram apreendidas armas evárias caixas de documentos.A operação, organizada pelo delegado Manoel Henrique de Oliveira, da Polícia Federal deBrasília, se estendeu às empresas de Ribeiro, como a central do jogo do bicho e suas quatro empresas de factoring.Uma investigação do Ministério Público e da Receita Federal, que ajudou a lastrear o pedido de prisão temporária e das buscas e apreensão, mostrou que as empresas de Ribeiro movimentaram mais de R$ 2 bilhões nos últimos quatro anos.Além de contrabando, corrupção e falsificação, o Ministério Público Federal investiga o empresário no assassinato de Domingos Sávio Brandão de Lima, ocorrido no dia 30 de outubro.

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