Polícia procura executores de fazendeiro em BH

A polícia de Ribeirão Preto enviou nesta quinta-feira investigadores para Belo Horizonte para identificar e localizar os dois executores - conhecidos por Negão e Tatu - do fazendeiro Quintino Francisco Facci, de 42 anos, morto na última sexta-feira, com sete tiros, em Jardinópolis. As investigações apontam que o irmão da vítima, Quintino Antônio Facci, de 44, seria o mandante do crime - ele e dois participantes da trama estão presos - e que os outros irmãos também seriam mortos. Motivo: a disputa pela herança da família.Segundo o delegado Odacir Cesário da Silva, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), por enquanto só os apelidos dos executores são conhecidos. Ambos são fugitivos do presídio de Ribeirão das Neves (MG), assim como João Batista Reis Filho, o Alemão, que fez os contatos e abrigou os executores na casa de parentes em Ribeirão Preto. O funcionário de uma das fazendas de Francisco, Eduardo Borges, sobrinho de Alemão, que atraiu o patrão para a emboscada, realizada na sexta-feira, também foi preso. Como as prisões em flagrante foram relaxadas e a Justiça determinou as prisões temporárias por 30 dias, Antônio Facci está detido no anexo do 1º DP. Alemão e Borges estavam, até hoje, no Centro de Detenção Provisória (CDP). O trio foi preso no domingo, um dias após a descoberta do corpo. Após ser morto com sete tiros, o corpo de Francisco Facci foi amarrado a uma árvore do córrego Matadouro, perto da fazenda Galhada, de sua propriedade, para que a correnteza não o levasse até o rio Pardo. Porém, o nível da água baixou e um pescador localizou o corpo no sábado, que foi identificado no dia seguinte. O crime teria sido contratado por R$ 15 mil. O telefone celular da vítima ajudou na identificação dos suspeitos. A caminhonete S-10 de Francisco foi encontrada em Jaboticabal, na segunda-feira - Alemão a levou até a cidade. Outro integrante da família poderia ser assassinado em janeiro: Quintino José Facci.A família de Quintino Facci, nascido em 1910, é tradicional em Ribeirão Preto, pois é dona de cerca de 6 mil terrenos, além de algumas fazendas na região. Dois bairros da periferia, que tiveram construções de casas populares sobre terrenos vendidos pela família à prefeitura, têm o nome de Quintino Facci 1 e 2. Em 1995, o patriarca foi baleado por uma quadrilha e, apesar da idade avançada, sobreviveu.

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