Polícia procura R$ 35 mil do resgate de Patrícia

A Delegacia Anti-Seqüestro (Deas) está investigando onde foram parar os R$ 35 mil restantes do resgate de R$ 500 mil pagos por Silvio Santos para libertar sua filha Patrícia Abravanel. A principal hipótese é de que o seqüestrador Fernando Dutra Pinto, de 22 anos, tenha entregue o dinheiro para algum conhecido. A Deas já sabe que Fernando não gastou todo esse dinheiro com roupas e armas, e tem certeza de que o valor não está com os quatro acusados presos e nem com o único foragido, Marcos Batista dos Santos, irmão de Marcelo Batista dos Santos, o Pirata.A maior parte do dinheiro, R$ 464 mil, foi apreendida com Fernando. O delegado Godofredo Bittencourt, diretor do Departamento de Investigações sobre Crimes Patrimoniais (Depatri), disse que os demais casos de roubo que envolveriam a quadrilha de Dutra Pinto serão investigados pela Delegacia de Roubos do departamento. Fernando e seu irmão Esdras são suspeitos de assaltos e de pelo menos mais um seqüestro, ocorrido em Cotia.Hoje, a Delegacia de Barueri enviou ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) o inquérito do assassinato dos policiais Paulo Tomatsu Tamaka e Marcos Bezerra, e da tentativa de homicídio contra o policial Reginaldo Guatura Nardes, do 91.º DP. Fernando é acusado de cometer os crimes para não ser preso.O diretor da Corregedoria da Polícia Civil, delegado Ruy Stanislau Silveira Melo, afirmou que a sindicância que apura irregularidades que teriam sido cometidas por Nardes e seu chefe, o delegado Armando Roberto Bellio, só deve terminar na próxima semana, após com a conclusão do laudo de balística do tiroteio. Esse laudo é aguardado pelo DHPP. O setor de balística do Instituto de Criminalística (IC) recebeu na quarta-feira as armas dos policiais e do seqüestrador e as balas encontradas nos cadáveres, para iniciar o confronto balístico e determinar quem atirou em quem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.