Polícia quase invadiu presídio, revela secretário

O secretário de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, Astério Pereira dos Santos, revelou, em entrevista à rádio CBN, que ontem, depois que um preso escreveu uma carta informando que havia 35 corpos lá dentro, a polícia decidiu invadir o presídio. A decisão foi reavaliada e a entrada do pastor evangélico Marcos Pereira da Silva foi permitida, pondo fim ao motim. "Se a polícia tivesse entrado, a catástrofe teria sido muito maior", afirmou o secretário. A corregedoria da secretaria vai investigar se houve falhas humanas. Ele reafirmou que a parte interna da casa de custódia é "totalmente segura". Dificuldades para identificação dos mortosO deputado Geraldo Moreira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio, divulgou uma lista com os nomes de 15 presos feridos durante a rebelião na Casa de Custódia de Benfica. Eles estão sendo tratados no Hospital Penitenciário. De acordo com o deputado, ainda não foi possível a identificação dos mortos, já que muitos não tinham documentos ou seus corpos estavam mutilados ou queimados. Moreira foi a primeira autoridade a falar com os parentes dos amotinados, que estão muito nervosos. Por volta das 10h30, foi ouvido um forte ruído vindo do presídio. Temendo que os internos estivessem sendo agredidos, familiares chegaram a invadir o pátio de uma escola em frente à casa de custódia, para ter acesso à área isolada pela polícia. Policiais intervieram, houve empurra-empurra e cenas de desespero. Muita gente chorava e gritava, por não saber se seus parentes estavam entre os mortos.

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