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Polícia quer impedir que filha de Todd Staheli deixe o País

O titular da Delegacia de Homicídios, Carlos Henrique Machado, que investiga o assassinato do executivo americano Todd Staheli, afirmou hoje que vai pedir autorização à Justiça para impedir que a filha mais velha dele, de treze anos, deixe o País antes de prestar depoimento formal à polícia. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, não descartou o envolvimento da menina com o crime. A garota, cuja identidade está sendo preservada, já prestou um depoimento informal a policiais, mas não o assinou ?por pressão do Consulado dos Estados Unidos?, segundo informou ontem o subchefe de Polícia Civil, José Renato Torres. Ele disse que o consulado alegou que, como ela é menor de idade, precisava estar acompanhada de algum responsável para assinar o documento. Os avós só chegaram hoje dos Estados Unidos.O secretário de Segurança se contradisse hoje ao falar da possibilidade de a filha de Todd ter alguma participação na morte do pai. Em entrevista pela manhã, quando foi perguntado se ela pode estar envolvida, ele respondeu: ?Nós não podemos nem descartar nem admitir qualquer tipo de possibilidade antes dos fatos para não haver pré-julgamento.? Ele disse ainda que ?o criminoso conhecia em detalhes a própria (sic) casa.? Horas depois, em outra entrevista, Garotinho afirmou que ?ninguém da família é suspeito?. Ele disse, no entanto, que só seria possível entrar na casa com a ajuda de alguém no interior da residência, já que não foi encontrado qualquer sinal de arrombamento. ?É um portão que só pode ser aberto se alguém apertar de dentro e alguém empurrar de fora. Alguém precisaria ter apertado de dentro.? O secretário considerou ?difícil? que a empregada do casal (o nome não foi revelado) tenha cometido o assassinato e ferido a mulher do executivo, Michelle Staheli. ?É difícil que ela tenha feito isso. É muito pouco provável que ela pudesse fazer aquilo tudo com grau de requinte, sem deixar impressão digital, sem deixar sangue respingar em lugar nenhum.? Passadas 48 horas do crime, Garotinho apontou cinco perguntas que a polícia ainda têm com relação ao que aconteceu na casa do executivo. A primeira questão diz respeito ao fato de a casa não ter sido arrombada. ?Havia, ao lado da cabeceira, um relógio Rolex de ouro maciço e um pote de jóias preciosas. A empregada vistoriou a casa e objetos caríssimos da família estavam ali. Nada foi tocado.? Além disso, ele informou que não há vestígios de que o muro dos fundos da casa tenha sido escalado. Outra dúvida da polícia é com relação à arma do crime, que, segundo ele, pode ser uma machadinha. O objeto ? procurado durante toda a tarde de segunda-feira na Lagoa da Tijuca, que fica atrás do condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio ? continua desaparecido. Embora não acredite que seja possível achar o objeto na lagoa, Garotinho disse que ainda serão feitas buscas.De acordo com Garotinho, também falta esclarecer como o assassino passou pela portaria do condomínio, pelo portão e pela porta da casa de Staheli sem ser notado e ainda como o casal foi atacado sem que esboçasse qualquer reação.

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