Polícia quer saber como chaves de condomínio foram parar com quadrilha

O porteiro do Edifício Piratininga, no Brás, região central de São Paulo, foi ouvido novamente na tarde de ontem no 12º Distrito Policial (Pari). Investigadores tentam descobrir como as chaves do condomínio, na Rua Rangel Pestana, foram parar nas mãos da quadrilha que invadiu o prédio na manhã de domingo. Dois moradores também prestaram depoimento.O delegado titular do DP, Hélio Bressan, não descarta a hipótese de que algum condômino possa ter facilitado a entrada dos bandidos, que tinham como alvo moradores de origem oriental - acredita-se que eles guardavam dinheiro em casa.Cerca de R$ 50 mil foram levados. Dois homens foram presos e outros cinco seguem foragidos. Segundo a polícia, alguém que tinha conhecimento dos valores nos apartamentos pode ter vendido a informação aos criminosos. "Se fossem profissionais, saberiam os apartamentos que iam entrar. No caso, a quadrilha chegou apenas com a informação de que ali moravam chineses, mas não sabiam os apartamentos exatos", avaliou o delegado.Desde o começo do ano, a capital registrou sete arrastões. Os últimos aconteceram domingo, no Brás e na Rua Coronel Oscar Porto, no Paraíso, zona sul, onde oito homens foram presos e dois fugiram. No caso do Brás, a polícia trabalha com imagens do circuito interno de TV, que mostram parte do bando encapuzado no momento da ação. FRASEHélio BressanDelegado"Se fossem profissionais, saberiam os apartamentos que iam entrar. No caso (do arrastão no condomínio do Brás), a quadrilha chegou apenas com a informação de que ali moravam chineses, mas não sabiam os apartamentos exatos"

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.