Polícia realiza reconstituição da morte de adolescente de 15 anos no Rio

Ministério Público Militar não descarta possibilidade de exumação do corpo de Abraão Maximiliano

estadão.com.br,

05 Janeiro 2012 | 02h54

SÃO PAULO - Foi realizada, às 21 horas, mesmo horário em que ocorreram os fatos, mais uma etapa da reconstituição da morte do adolescente Abraão Silva Maximiliano, de 15 anos, atingido por um tiro de fuzil, em 26 de dezembro de 2011, na comunidade do Caracol, na Vila Cruzeiro, no Conjunto de Favelas da Penha, na zona norte do Rio, durante uma suposta troca de tiros com militares do Exército que integram a Força de Pacificação. A Polícia Civil acompanhou de perto todo o trabalho.

 

No dia seguinte à morte do menor, o comando das Forças de Pacificação afirmou que o jovem, ao ser abordado pelos militares, estava ao lado de dois supostos traficantes e que houve uma reação contra os soldados. Os dois desconhecidos que estavam ao lado do adolescente, após atirarem, segundo os militares, conseguiram fugir. Mesmo encaminhado para o Hospital Getúlio Vargas, o menor não resistiu ao ferimento e morreu. Com ele, não foram apreendidas armas nem drogas. A família nega que o rapaz estivesse armado ou praticando algo ilícito.

 

Segundos os parentes do adolescente, ele havia acabado de chegar de uma partida de futebol e descansava no local. Com a reconstituição do suposto tiroteio, a polícia espera descobrir se o tiro que matou o menor partiu da arma de um dos militares ou da arma de algum traficante da região. A reconstituição será retomada na próxima terça-feira, 10, segundo o delegado José Pedro Costa da Silva, da 22ª Delegacia, da Penha.

 

A Procuradoria do Ministério Público Militar não descarta a possibilidade da necessidade de exumação do corpo de Abraão para se verificar o calibre do projétil que feriu o adolescente. A Vila Cruzeiro é ocupada pelos militares do Exército desde novembro de 2010 e espera pela instalação de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), da Polícia Militar.

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