Polícia recupera peças sacras em Salvador

Graças a uma denúncia anônima, policiais da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da superintendência da Polícia Federal em Salvador localizou hoje num antiquário do centro histórico da capital baiana, peças sacras roubadas há alguns meses da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Domingos, situada na Pelourinho e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional (Iphan). O antiquário Ivan da Silva Freitas foidetido. Após receber a informação de que as peças roubadas estariam na Poliana Antiguidades, situada na Rua Ruy Barbosa, adelegacia requisitou à 2a Vara Especializada Criminal mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz federal César Fonseca.Uma restauradora do Iphan que acompanhou a equipe da PF reconheceu as peças escondidas no fundo do estabelecimentograças ao brasão da Irmandade de São Domingos cunhados numa taça e uma naveta de prata da igreja, que também tevesubtraída uma imagem de madeira de Nossa Senhora com o Menino Jesus. Um pedaço da talha de madeira em estiloneoclássico do templo também foi achado. Em depoimento na PF, Freitas disse que as peças foram roubadas por ladrões que atuam no centro histórico de Salvador os quais garantiu só conhecer pelos apelidos. Também revelou que comprava peças sacras roubadas de igrejas do interior baiano e as repassava para outros antiquários. A polícia está investigando todas as informações e tentando localizar um dos ornatos roubados que não estava na loja do receptador. Ele foi preso em flagrante e será processado por roubo e receptação de peças do Patrimônio Histórico Nacional. Construída no século 18, a Igreja de São Domingos é uma das mais belas da Praça do Terreiro de Jesus. Sua fachada é emestilo rococó e no interior entre as obras sacras do acervo estão várias pinturas do maior pintor do barroco brasileiro do século 18 José Joaquim da Rocha.Além de quadros, Rocha é autor da belíssima pintura do forro do teto da nave da igreja, em perspectiva ilusionista. SãoDomingos reclama por reformas há mais de dez anos. Devido às goteiras da nave, todas as imagens foram retiradas do local etransferidas para uma capela da sacristia.

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