Polícia sabia que presos planejavam atentados em Vitória

Documento reservado da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Espírito Santo mostra que o governo estadual sabia desde o dia 18 que presidiários planejavam atentados na Grande Vitória, com locais e horários marcados.Mesmo assim, dez ônibus foram incendiados em quatro dias, o que levou o governador Paulo Hartung a solicitar o apoio do Exército e, depois, da Força Nacional de Segurança Pública, que ocupou nesta quinta-feira os sete terminais rodoviários da região metropolitana. Os ataques ocorreram exatamente nos locais e horários apurados pelo setor de inteligência, a partir da noite do dia 18.O comandante-geral da PM do Espírito Santo, coronel Luís Carlos Giuberti, admitiu que soube antecipadamente das ameaças.Pela manhã detentos do presídio de Linhares, no interior do Estado, iniciaram uma rebelião. Giuberti negou que houvesse rebelião, mas o Estado apurou que os presos estavam amotinados e já haviam destruído parcialmente e incendiado duas das quatro galerias.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2004 | 17h22

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