Polícia se mobiliza para encontrar assassinos de bebê

A Polícia de Mongaguá mandou todos os seus investigadores para a rua, a fim de localizar os marginais que mataram a menina Marcela Cristina Langanke, de apenas 5 meses, morta com um tiro na cabeça, na madrugada de sábado, em uma tentativa de assalto no Balneário Itaóca. O pai da criança, o eletricista Marcelo Alexandre Langanke, tentava abrir o portão da casa de temporada, na qual pretendia passar o fim de semana com a família, quando foi abordado pelos assaltantes, que atiraram no interior do veículo, atingindo o bebê. O trio, que passava pelo local em um carro vermelho com película nos vidros, acabou fugindo sem roubar nada, enquanto a menina foi levada para o hospital, onde já chegou morta. De acordo com Marcelo, tudo aconteceu de maneira muito rápida. Antes que o assalto ocorresse o disparo foi feito, atingindo a cabeça da criança, que se estava no colo da mãe, Jéssica Langanke. A irmã da vítima, Andressa, de 2 anos, também estava no carro, mas não foi atingida.Segundo o chefe dos investigadores da delegacia-sede de Mongaguá, Paulo César Ferreira, o esclarecimento deste crime é prioridade para toda a Polícia do litoral. "É mais um crime que choca a região e que, surpreendentemente, ocorre em um município com baixos índices de criminalidade", disse Ferreira, lembrando-se de recente levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança Pública. Ele acredita que o latrocínio (roubo seguido de homicídio) tenha sido praticado por marginais de fora, que geralmente acompanham a movimentação dos turistas.Mongaguá, garante Ferreira, é uma cidade pacata, com 30 mil habitantes, que vê sua população se multiplicar por ocasião dos feriados e da temporada. "Os malandros sabem disso e correm atrás dos veranistas, que trazem dinheiro e objetos de valor e acabam baixando a guarda em relação à segurança no litoral", afirmou. Segundo ele, o esclarecimento deste crime é uma questão de honra não só para a Polícia, mas para a cidade.

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