Polícia se prepara para transferir Beira-Mar

O prazo dado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ficar no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes vence nesta sexta-feira. Hoje já existe expectativa sobre a sua transferência para outro Estado que não seja o Rio de Janeiro, de onde foi retirado do presídio Bangu 1 numa megaoperação policial.Grande aparato deve ser montado novamente, mas as autoridades policiais da região de Presidente Prudente não falam sobre o assunto. O comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar, major Alvaro Dias da Cunha, admite que seus comandados estão de sobreaviso. Conta que uma operação desta natureza ocorre a qualquer momento e que a PM normalmente é avisada com duas horas de antecedência, como ocorreu com a recepção ao sentenciado.Beira-Mar chegou ao presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes na madrugada de 28 de fevereiro. No dia seguinte, logo pela manhã, chegaram do Rio de Janeiro sua advogada Patrícia Soares de Queiroz e sua irmã Débora Costa. Elas tentaram visitá-lo, mas não foi permitido. Beira-Mar ficou dez dias em completo isolamento, inclusive sem banho de sol.No dia 10 de março pôde receber a visita da advogada Cecília Machado, procedente de Brasília. Por cerca de 50 minutos conversaram por interfone, numa cabine com vidro blindado e grade entre os dois. Cecília disse à imprensa que seu cliente estava ´´abatido, triste e bem mais magro´´. Seu grande interesse era saber quando iria voltar para o Rio de Janeiro.Na sexta-feira da semana passada, o advogado Lydio da Hora Santos - o mais antigo e principal assistente jurídico Beira-Mar - chegou do Rio de Janeiro para a acompanhar depoimento de seu cliente no caso batizado de ´´Operação Diamante´´. Beira-Mar negou todas as acusações a ele imputadas. Foi ouvido pelo juiz Leonardo Mazzilli Marcondes, da Comarca de Presidente Bernardes.Na última segunda-feira, a advogada Patrícia voltou ao presídio e esteve com seu cliente. Saiu sem fazer qualquer comentário ´´por questões de ordem pessoal´´. Hoje Lydio da Hora Santos reafirmou, por telefone, que insiste na transferência de seu cliente para o Rio de Janeiro. Para ele, a transferência de Beira-Mar do Rio para São Paulo e agora para qualquer outro Estado é ´´ato administrativo completamente nulo´´.´´O que tem acontecido com Fernando é uma questão de ordem política, ao ponto dos governos do Rio e o Federal estarem estragulando a Constituição e a Lei das Execuções Penais´´, disse. Santos aguarda a apreciação do mandado de segurança impetrado no STF (Superior Tribunal de Justiça) para levar seu cliente de volta a um presídio do Rio.As cogitações são de que Fernandinho Beira-Mar pode ir para o Mato Grosso do Sul até que fique pronta a reforma do presídio que será federalizado no Piauí. Por ser do mesmo partido do governo federal, o governador José Orcílio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, teria aceito o pedido do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Porém, a transferência de Beira-Mar é mantida em sigilo.Veja o especial:

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