Polícia sem pistas dos assassinos de Toninho

O delegado da seccional de Campinas, Osmar Porselli, ouviu hoje pela manhã duas pessoas para tentar elucidar o assassinato do ex-prefeito Antonio Costa Santos, o Toninho do PT. As duas pessoas foram liberadas em seguida aos depoimentos porque, segundo o delegado, não acrescentaram nada às investigações. De acordo com Porselli, todas as linhas de investigações estão sendo seguidas. "Não estamos descartando nada, desde latrocínio até atentado político", afirmou. A polícia, segundo ele, ainda não tem informação sobre o autor do crime.A perícia analisou o carro do ex-prefeito e chegou à suposição de que ele teria sido atingido por três projéteis de uma arma 9 milímetros, por volta das 22h30 de ontem. "Um foi encontrado no chão. Outro no banco e outro atingiu o ex-prefeito", conta o delegado. A polícia também encontrou objetos pessoais de Toninho no interior do carro: dois ternos novos, uma camisa, um par de meias, documentos dentro de uma carteira, que continha R$ 26,00, um celular e uma bandeira do MST (Movimento dos Sem-Terra). Uma testemunha viu, nas proximidades do local onde ocorreu o crime, uma moto com duas pessoas, sem capacete. Por enquanto, a polícia não tem informações de quem sejam as pessoas. Ainda segundo o delegado, um funcionário de uma empresa dos arredores do local do crime ouviu os tiros e avisou a Polícia Militar, que chegou em poucos minutos ao local. Também na região do crime foi encontrado um Vectra prata, roubado e abandonado. A polícia está agora investigando se há ligação do veículo apreendido com o crime contra o ex-prefeito. Porselli disse que não tem conhecimento de ameaças contra Toninho.

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