Polícia sem pistas na 3ª morte de funcionário de Bangu

No terceiro assassinato de um funcionário do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) em menos de 30 dias, o agente penitenciário Márcio Souza da Silva, de 31 anos, foi assassinado a tiros, durante um churrasco de que participava com a família. Silva - que, como as demais vítimas, trabalhava no complexo de presídios de Bangu, na zona oeste - era lotado em Bangu 4, e foi arrancado da festa, em Fazenda Botafogo, na zona norte, na noite de domingo, por dez homens armados, que o levaram para a rua e o executaram. Ainda não há pistas dos assassinos.O subsecretário de Administração Penitenciária, Aldney Peixoto, disse que não havia, até esta segunda-feira, indícios de ligação entre as mortes de Silva, do diretor do presídio Bangu 3, Abel Silvério de Aguiar, em 5 de agosto, e do coordenador de Segurança do complexo de Bangu, Paulo Roberto Rocha, em 24 de julho. Ele informou que Silva, que ingressou no Desipe em 94 e trabalhava em Bangu 4 desde agosto de 2002 e entrou em licença médica dois meses depois, por causa de um acidente de carro que lhe deixou seqüelas numa das pernas. Ele havia pedido para assumir atividades burocráticas do Desipe quando voltasse à ativa, de forma que não tivesse contato com os presos.Peixoto negou que o agente estivesse recebendo ameaças.

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