Polícia suspeita que morte de engenheiro foi crime passional

Crime passional é a principal hipótese com a qual a polícia trabalha para elucidar o assassinato do engenheiro Alberto Batista de Castro Land, de 57 anos. Ele foi morto com cinco disparos de pistola calibre 9 milímetros, em Copacabana, zona sul do Rio, na noite de segunda-feira.Land guiava o próprio carro quando foi fechado, na esquina das ruas Raul Pompéia e Souza Lima, por um carro roubado na zona sul. O ocupante do carro desceu do veículo e executou Land com tiros no pescoço e na cabeça. Em seguida, fugiu na garupa de uma moto que dava cobertura ao crime.Tudo aconteceu a 300 metros da 13ª DP. "Pelas características da execução, tudo leva a crer que foi um crime passional. Não roubaram nada. Mas ainda é cedo", disse o delegado Ivo Raposo, que investiga o caso. Engenheiro aposentado da Petrobras em 2001 e psicanalista, Land tornou-se conhecido em 1968, quando participou, como compositor, do I Festival Universitário de Música Popular Brasileira com "Helena, Helena, Helena", seu único sucesso, que marcou o lançamento de Taiguara, que cantou a música. A canção também foi sucesso na voz de Lúcio Alves.O delegado começa a ouvir nesta quinta-feira - um dia depois do enterro do engenheiro - parentes e amigos da vítima. Raposo quer levantar as relações sociais e profissionais de Land. Ana Cláudia de Araújo Gomes, de 30 anos, que há uma semana ganhou uma ação de reconhecimento de paternidade contra o engenheiro, é uma das pessoas que prestarão depoimento.Uma ex-namorada, cujo primeiro nome é Inamara, beneficiária de um seguro de vida feito por Land no valor de R$ 14 mil também será ouvida. Ela, no entanto, não é vista como suspeita pelo delegado, que considera o valor irrisório para motivar o crime. A atual namorada de Land mora em Copacabana, mas está viajando.De acordo com a polícia, Land foi seguido pelos assassinos ao sair de uma solenidade na Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, no Humaitá, zona sul. Na fuga, os criminosos fizeram vários disparos e atingiram a boca do porteiro de um prédio da rua Souza Lima. Atendido no Hospital Miguel Couto, o porteiro, identificado como Luís Paulo, terá que ser operado para extrair o projétil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.