Polícia tem fortes indícios contra empresário no crime do promotor

O delegado de Polícia Civil Wagner Pinto, que preside o inquérito sobre o assassinato do promotor Francisco José Lindos do Rego - ocorrido no último dia 25, em Belo Horizonte - disse no início desta noite já ter "fortes indícios" da participação do empresário Luciano Farah no crime. Não somente como mandante, mas também, possivelmente, como um dos executores do promotor, morto com pelo menos 12 disparos efetuados por dois homens em uma moto, quando parara seu carro em um semáforo da zona sul da capital.Dono de uma das redes de postos de combustíveis investigadas pelo promotor desde o ano passado, suspeita de integrar a "máfia" que vinha adulterando combustíveis e fraudava impostos no Estado, Luciano foi preso por ordem judicial na sexta-feira, juntamente com o irmão e sócio Cristiano Farah, um office-boy e quatro policiais militares que faziam a segurança da empresa, nas horas vagas.De acordo com o delegado Pinto, uma motocicleta branca com as mesmas caraterísticas da utilizada no crime foi encontrada sábado em uma oficina, também na Zona Sul da cidade. Informações de funcionários da oficina indicam que Luciano teria deixado o veículo no local por volta das 15h40 do dia 25, pouco depois do assasisnato de Lins do Rego. O empresário, ainda segundo os funcionários, estaria suando bastante e aparentando nervosismo. "Há fortes indícios de que ele teve participação", disse o policial.Além disso, Luciano e Cristiano Farah teriam feito ameaças aos promotores que investigavam a "máfia dos combustíveis", no ano passado, entre eles Lins do Rego. O Ministério Público chegou a fechar os cinco postos pertencentes aos dois. No dia da batida do MP a um deles, Luciano foi fotografado com dedo em riste, discutindo de forma exaltada com o promotor assassinado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.