Polícia tem pista de um dos assassinos que executaram subtenente da PM

O subtenente da Polícia Militar Carlos Ney de Oliveira Miranda, de 48 anos, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), foi executado com seis tiros, disparados por três homens, às 22 horas de anteontem, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Ninguém foi preso até ontem, mas a Polícia Civil já tem pista de um dos assassinos. O criminoso foi seguido por uma testemunha até Osasco, na Grande São Paulo.

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

Miranda foi morto na Praça Melvin Jones. O PM estava em sua Kombi, perto do mercado municipal, quando foi abordado. A testemunha ouviu os disparos e viu dois homens entrarem no veículo do subtenente. A vítima foi encontrada na calçada e chegou a ser socorrida no Hospital Sorocabano.

O terceiro criminoso correu até a Estação Lapa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e embarcou com destino a Osasco. Só não sabia que fora seguido. Ele foi visto pela testemunha tentando entrar numa casa do norte (que vende produtos típicos do Norte e do Nordeste), mas uma mulher não o deixou entrar.

Os outros dois criminosos abandonaram a Kombi diante da Estação Domingos de Moraes da CPTM. O caso foi registrado no 7º DP (Lapa) como latrocínio (roubo seguido de morte). No carro de Miranda foram encontrados documentos, sua pistola e 16 caixas de sapatos. Segundo a Polícia Civil, a família de Miranda tem loja de calçados.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também investiga o caso. Em nota divulgada ontem, a PM informou que Miranda estava no Gate havia 15 anos e era coordenador da equipe tática do batalhão da unidade de elite. Era casado e tinha uma filha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.