Polícia tenta negociar com rebelados do Tremembé

As autoridades policiais e judiciárias estão tentando no momento negociar com os rebelados do Presídio Tarciso Leonce Pinheiro Cintra, de Tremembé. Munidos de armas e telefones celulares, entre 100 e 200 presos conseguiram utilizar o horário de visitas para render oito agentes penitenciários e manter sob controle mais de 400 familiares de presos. Eles são liderados por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).Entre os motivos da rebelião, membros do PCC estariam protestando contra o envio de cinco líderes da facção da Casa de Detenção para o anexo da Casa de Custódia, em Taubaté. Essa articulação também estaria servindo para exibir o alto grau da organização criminosa dentro dos presídios paulistas, a pedido das lideranças do comando. "Pode ser que haja realmente uma ligação destas rebeliões com esses presos transferidos para cá", comentou o diretor do complexo penitenciário e da Casa de Custódia, José Ismael Pedrosa.Na sexta-feira, o anexo da Casa de Custódia recebeu os integrantes do PCC, sob um forte esquema de segurança. Voltavam para o presídio após terem coordenado a rebelião na Casa de Custódia, em dezembro passado, quando foram mortos nove presos e 23 pessoas ficaram como reféns por mais de 36 horas. O anexo ficou com todas suas 160 celas totalmente destruídas.Segundo o diretor, os rebelados não depredaram os prédios do P-1 e apenas uma parte do presídio está sob controle dos rebeldes. Uma comissão de presos negocia com a juíza corregedora, Sueli Armani Zeraick, e com outras autoridades policiais. Além de pedir o retorno imediato dos líderes do PCC para a capital, os condenados também reclamam da demora nas revisões processuais e nas concessões da liberdade condicional e progressão para o regime semi-aberto. Além dos líderes recém transferidos, o anexo da Custódia também abriga a traficante Sônia Maria Rossi, a Maria do Pó.

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