Polícia terá mais bafômetros para fiscalizar Lei Seca no verão

São Paulo vai ser o Estado que vai receber o maior número de equipamentos, serão 125 durante a temporada

Da Redação, com informações do Jornal da Tarde,

18 de dezembro de 2008 | 10h17

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai receber 300 novos bafômetros, até o final do mês, para aumentar o alcance da fiscalização de motoristas embriagados durante as festas de final de ano e as férias de janeiro. As aquisições representam um aumento de 60% no número atual de aparelhos (500). O novo "arsenal" tem de dar conta das 134 estradas, duas delas no Estado de São Paulo.   Veja também:  Dicas no Blog do Verão09   Fotos de banhistas aproveitando o verão     Os efeitos do álcool e os limites da Lei Seca   Até o final de 2009, segundo o Ministério da Justiça, a PRF vai somar 3.800 bafômetros. Com investimento total de R$ 76,9 milhões, outros 7 mil equipamentos que detectam a dosagem alcoólica dos condutores devem chegar aos Estados. São Paulo vai ganhar o maior número: 1.535 ao longo do próximo ano. De forma emergencial para fiscalização da Lei Seca durante o verão, serão 125 aparelhos entregues ao governo de SP.   Os critérios utilizados pelo Ministério da Justiça para definir a distribuição dos equipamentos em cada Estado foram: extensão da malha viária, o número de acidentes, "além do quantitativo de bafômetros que a polícia dispõe"   A Polícia Militar de SP, responsável pela organização das blitze locais, não informou quais cidades devem receber os novos bafômetros. Informou apenas que "o planejamento de ações futuras, incluindo o reforço no Litoral" devem ser divulgados na " próxima semana".   No último domingo, o JT noticiou que a Lei Seca ainda não "desceu a serra" paulista. Mesmo após quase seis meses de vigência da legislação que estabeleceu tolerância zero para a mistura de álcool e direção, das nove cidades da Baixada Santista, apenas Santos conta com três únicos bafômetros. A escassez de fiscalização faz com que nas cidades litorâneas predomine a sensação de que "a lei não pegou", como relataram turistas e moradores.   A intensificação das blitze no litoral e nas rodovias tem o objetivo de reverter o recorde conquistado no ano Natal e réveillon passados. Entre 22 de dezembro e a quarta-feira 26 de 2007 morreram 196 pessoas e 1.870 ficaram feridas nos 61 mil quilômetros de rodovias federais do País em 2.561 acidentes. Nas estradas estaduais paulistas tiveram na virada do ano aumento de 46% no número de mortes, 32% mais feridos e 11% mais acidentes que no ano anterior. Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, o álcool é apontado como vilão principal de 35% das colisões fatais.

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