Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Polícia usa gás de pimenta para dispersar manifestantes da Assembleia do Rio

Grupos exigiram a renúncia do governador Sérgio Cabral

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2013 | 19h33

RIO - Manifestantes que exigem a renúncia do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), ocuparam nesta quinta-feira à tarde a Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal do Rio, no centro. Os grupos entraram nas Casas em pequenos grupos, para acompanhar as sessões, e ao final delas anunciaram que ficariam lá dentro. Os 22 ativistas que estavam no Legislativo estadual foram retirados por seguranças da Casa, por volta das 17h30. Houve uso de spray de pimenta e tumulto.

A Câmara continuava ocupada até as 23 horas de quinta-feira. Cerca de 15 ativistas se recusaram a sair, e a direção da Casa afirmou que caberia à PM a decisão de retirar à força ou não os manifestantes. Fora do prédio, aproximadamente 80 manifestantes seguiam protestando.

Por volta das 16 horas, enquanto esses grupos ingressavam nas Casas legislativas, centenas de manifestantes se reuniam ao redor da igreja da Candelária, de onde seguiram a pé pela avenida Rio Branco. O protesto era liderado por professores da rede estadual, mas teve a participação de vários outros grupos que exigem a saída de Cabral. Os ativistas anunciaram que iriam até a Cinelândia, mas decidiram mudar o trajeto e foram até a frente da Assembleia Legislativa. Impedido de ingressar no prédio, o grupo chegou a se envolver em tumulto, mas por volta das 19 horas seguiu para a Cinelândia e se concentrou em frente à Câmara, onde ontem haveria a primeira reunião da CPI que investiga a concessão do transporte coletivo no Rio.

A reunião foi transferida para as 9 horas de sexta-feira, quando será discutido quem vai presidir a CPI. Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a CPI, espera ser alçado ao posto principal. Completam a CPI os vereadores Professor Uóston (PMDB), Chiquinho Brazão (PMDB), Jorginho da SOS (PMDB) e Renato Moura (PTC).

Durante a noite de quinta-feira houve confusão quando manifestantes tentaram entregar mantimentos aos colegas que estavam dentro do prédio. A PM lançou bombas de gás e foi atacada com fogos de artifício.

Um grupo de jovens mascarados, integrantes do movimento Black Bloc, chegaram a se reunir numa agência do banco Itaú na rua Senador Dantas, atrás da Câmara, e destruíram lâmpadas. Esse mesmo grupo atirou pedras contra o edifício Serrador, onde funcionam empresas do grupo de Eike Batista.

Alerj. Dentro da Alerj, vários deputados estaduais acusaram a segurança da casa de usar violência desnecessária para retirar os manifestantes. Alguns foram atingidos pelo gás pimenta usado pelos seguranças.

O presidente da Casa, Paulo Melo (PMDB), negou. "Quando encerrei a sessão, os 22 ativistas que estavam nas galerias começaram a xingar os deputados e anunciaram que não sairiam da Assembleia. Xingar não é problema, mas ocupar a Casa não pode. Autorizei a segurança a retirar os manifestantes, e claro que isso implica em tumulto, empurra-empurra. Houve uso de gás pimenta, mas foram recursos necessários para retirar essas pessoas", disse o deputado.

Barcas. Outra manifestação ocorreu ontem na Praça Araribóia, em Niterói, na região metropolitana do Rio. Cerca de 100 pessoas se reuniram, no início da noite, para cobrar melhores serviços no transporte marítimo entre o Rio e Niterói. Depois o grupo foi até a Câmara Municipal e também ocupou o prédio.

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