Polícia vai apurar morte de preso na cela

O chefe da Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Álvaro Lins, determinou a instalação de uma Verificação Preliminar de Investigação (VPI) para apurar a causa da morte de Marcelo Melo Gonçalves, dentro de uma sala da Polinter, entre as 7 horas e as 8h30 de hoje. Marcelo foi preso na sexta-feira passada, acusado de estuprar e matar a fonoaudióloga Márcia Lopes Coelho Lira, e de estuprar e ferir gravemente a filha dela, T. de 13 anos, na noite de quinta-feira passada, em Santa Teresa. A menina está no hospital Souza Aguiar, fora de perigo, mas em estado de choque.Segundo o delegado responsável pela Polinter, Jader Amaral, Marcelo passou por duas celas antes de ser levado para a sala, onde ficou sozinho porque os outros presos ameaçaram linchá-lo. Na sala, havia apenas um colchonete e um ventilador, e o preso usou o fio do eletrodoméstico para se enforcar. Às 7 horas, quando houve a troca do plantão na Polinter, ele estava vivo e bem, mas às 8h30, o policial encarregado de levar-lhe o café da manhã encontrou-o agonizando. Levado para o Souza Aguiar, ele chegou lá morto.A polícia está tratando o caso como morte suspeita e suicídio, mas só a perícia poderá esclarecer se Marcelo se matou. Só será aberto inquérito se for comprovado algum tipo de interferência de policiais na morte do preso. O delegado Amaral esclareceu que o cadáver de Marcelo apresentava escoriações, mas ele já havia sido preso com esses ferimentos na sexta-feira.

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