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Polícia vai apurar se irmã de Pedrinho foi seqüestrada

A polícia de Goiânia vai reabrir na segunda-feira o inquérito que apurou o sumiço da menina Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, sequestrada na maternidade 13 de Maio, no dia 4 de março de 1979, por causa da suspeita de que ela pode ser Roberta Jamilly Martins Borges, irmã adotiva de Osvaldo Borges, o Pedrinho. Na semana passada, Guiomar Costa, irmã da mãe adotiva de Pedrinho, Vilma Martins Borges, denunciou que Roberta teria sido "arrumada", da mesma forma que o menino. Apesar de ter sido registrada oficialmente no dia 5 de março de 1981, os documentos de escola de Roberta constam que ela teria nascido um dia após o sequestro de Aparecida. "Com este dado novo, vamos reabrir o inquérito do sequestro, que foi arquivado por falta de autoria", afirmou o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), Antônio Gonçalves Pereira dos Santos. "Um dos primeiros passos da investigação será checar em todos os cartórios a existência de outro registro em nome de Roberta", acrescenta Santos, ressaltando que nas escolas onde estudou, a irmã adotiva de Pedrinho não apresentou a certidão de nascimento. O sequestro de Aparecida foi semelhante ao de Pedrinho, segundo a família. Uma mulher, vestida de enfermeira, entrou no quarto da mãe da criança, Francisca Ribeiro da Silva e o levou. "Nunca mais soubemos notícias do bebê", conta Francelina Ribeiro da Silva, irmã mais velha da menor sequestrada. "Meu pai ainda tentou procurá-la, mas não conseguiu nada e desistiu", diz.A família, conforme Francelina, só trouxe o caso à tona por causa das semelhanças entre Roberta e a criança levada da maternidade. "Não tínhamos intenção de levantar o caso, por isso não procuramos a polícia. Mas, achamos ela bem parecida com minha irmã." Roberta foi registrada em cartório por Osvaldo Borges, pai adotivo de Pedrinho, em 1997, supostamente 16 anos após ter nascido. Na certidão, consta como pai o próprio Osvaldo, mas nas escolas onde estudou, ela usou o nome de Roberta Jamille Rassi, cujo pai seria Jamal Rassi. "São estes pontos que começaremos a esclarecer a partir de agora", afirma o delegado Santos.

Agencia Estado,

23 de novembro de 2002 | 13h30

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