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Polícia vai reabrir investigação sobre morte da mãe de Bernardo

Odilaine Uglione morreu com tiro na cabeça no consultório do marido, Leandro Boldrini, que é acusado de envolvimento na morte do filho; na época, polícia concluiu que era suicídio

Lucas Azevedo , Especial para o Estado

20 Maio 2015 | 17h55

PORTO ALEGRE - A Justiça acatou pedido do Ministério Público e determinou nesta quarta-feira, 20, a reabertura da investigação que apurou as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe de Bernardo Boldrini, de 11 anos, assassinado em 2014 no Rio Grande do Sul. Na época, a polícia apontou que Odilaine havia se suicidado, versão que sempre foi contestada por sua família. Ela era casada com Leandro Boldrini, acusado de envolvimento na morte de Bernardo.

A decisão de reabertura do caso é do juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos. "Verifica-se que merece deferimento o pedido de desarquivamento do inquérito policial apresentado pelo Ministério Público. Os elementos e fundamentos apresentados são suficientes para reabertura das investigações acerca da morte", destacou  o magistrado. 

Odilaine morreu com um tiro na cabeça em 10 de fevereiro de 2010, no consultório de Boldrini, na cidade gaúcha de Três Passos, quatro anos antes de o filho ser assassinado. 

A Polícia Civil encerrou o caso como sendo suicídio. Entretanto, a família de Odilaine, através de sua mãe, Jussara Uglione, e do advogado Marlon Taborda, iniciaram uma série de levantamentos desde a morte do menino,cujo um dos réus é o próprio pai, Leandro Boldrini. Odilaine morreu no consultório de Leandro, depois de uma discussão. 

Perícias contratadas pela mãe de Odilaine, Jussara Uglione, levantam uma série de dúvidas sobre o trabalho policial: da ausência de resíduos de pólvora em sua mão até a possibilidade de sua carta de despedida ter sido escrita por outra pessoa. O último laudo obtido pelo advogado de Jussara, Marlon Taborda, indica que uma ex-secretária de Boldrini teria escrito a carta.

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