Policiais aceitam proposta do governo e encerram greve em AL

Após quase sete meses de paralisação, categoria aceitou o reajuste de 36,7%, com adicional noturno de 7,2%

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

27 de fevereiro de 2008 | 14h25

Os policiais civis de Alagoas decidiram nesta quarta-feira, 27, retornar ao trabalho, depois de quase sete meses de paralisação. O fim da greve, que começou no dia 1 de agosto de 2007, foi decidido em assembléia geral da categoria, realizada pela manhã, no auditório do Sindicato dos Urbanitários, no centro de Maceió.   A categoria aceitou a contraproposta do governo do Estado, que ofereceu um reajuste salarial de 36,7% parcelados em 18 meses e mais um adicional noturno de 7,2%. No início da greve, os policias reivindicavam melhores condições de trabalho e equiparação salarial com os peritos criminais, que recebem em torno de R$ 3 mil.   O reajuste é retroativo a janeiro deste ano, mas a diferença salarial a maior, referente aos meses de janeiro e fevereiro, só será liberada nos salários de setembro e outubro de 2008.   "Como o retroativo é referente a janeiro, isso significa que eles receberão o reajuste em 16 meses, uma vez que estamos no fim de fevereiro", ressaltou o médico Júlio Bandeira, presidente da Comissão de Negociação do governo do Estado.   Bandeira afirmou ainda que, além dos reajuste, o governo já estuda uma nova estrutura para a área de segurança pública, que prevê melhores condições de trabalhos, construção de casas populares para os policiais e aquisição de equipamentos para reforçar o combate à criminalidade do Estado.   Com relação à revogação das portarias administrativas que punem os policiais grevistas, a categoria decidiu esperar a posição oficial do Estado e, caso não retire as punições, uma nova assembléia será convocada e será votada o retorno à greve.

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