Policiais civis da BA entram em greve por tempo indeterminado

Eles querem a aprovação da lei que reestrutura a carreira e dá melhores condições de trabalho à categoria

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo,

08 de dezembro de 2008 | 13h39

Os policiais civis da Bahia cumpriram a ameaça e iniciaram, na manhã desta segunda-feira, 8, a greve por tempo indeterminado que haviam anunciado na última quinta-feira. De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), a paralisação segue até que a Lei Orgânica, que ainda está sendo analisada pelo governo estadual, seja aprovada pela Assembléia Legislativa.  "A Lei Orgânica vai oferecer toda uma estrutura e condições mais dignas de trabalho aos policiais", acredita o presidente do sindicato, Carlos Lima. O vice-presidente, Marcos de Oliveira, vai além. "A paralisação tem relação com dignidade e respeito", afirma. "A perda salarial real dos policiais já chega a 98%, os agentes não têm armas suficientes, cerca de 50% dos colegas trabalham com 'armas frias', não temos coletes apropriados e o Estado ainda pede paciência", diz. Segundo o Sindpoc, 30% dos policiais estão se revezando em trabalhos considerados urgentes, como levantamento de mortes e registro de flagrantes. Procedimentos como investigações estão paralisados. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informa que todos os delegados estão trabalhando normalmente e que a proposta de lei deve ser encaminhada à Assembléia Legislativa até sexta-feira. "O secretário (César Nunes) espera contar com o bom senso da categoria, já que o governo tem tido toda a boa vontade com relação à proposta da Lei Orgânica em discussão, acrescentando que praticamente todas as reivindicações já foram atendidas", diz o texto.

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