Policiais Civis de Alagoas descartam greve durante o carnaval

Profissionais aprovaram uma nova reunião, com indicativo de greve, para o próximo dia 9

Agência Brasil, texto atualizado às 17h04

17 Fevereiro 2012 | 14h12

SÃO PAULO - Os policiais civis de Alagoas deixaram para depois do carnaval a decisão sobre uma possível greve da categoria. Em assembleia geral realizada na quinta-feira, 16, em Maceió, os profissionais aprovaram uma nova reunião, com indicativo de greve, para o próximo dia 9.

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) adianta que, se o governo estadual não demonstrar, até a nova data, disposição para negociar com a categoria e chegar a um acordo, os agentes e escrivães de todo o estado cruzarão os braços. De acordo com a entidade, pelo menos duas reuniões deverão ser realizadas com representantes da Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) antes da próxima assembleia.

A categoria reivindica a criação do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios; aposentadoria especial, com vencimentos integrais; melhoria das condições de trabalho e revogação das portarias que punem os profissionais que participaram da greve de 2011. Os policiais querem também um piso salarial correspondente a 60% da atual remuneração de delegado de polícia, o que daria cerca de R$ 8 mil. Hoje, um policial em início de carreira ganha em torno de R$ 1,9 mil. De acordo com o vice-presidente do Sindpol, José Edeilto Gomes, um delegado recebe R$ 13,5 mil mensais.

Segundo Gomes, a categoria decidiu não dar início à greve durante o carnaval em respeito à sociedade alagoana e também por considerar que ainda há canais de negociação estabelecidos com o governo estadual. "Hoje, se o alagoano tem um mínimo de segurança é por conta da disposição dos profissionais, que não tem o mínimo estímulo e condições para desempenhar suas funções. Por isso mesmo a categoria decidiu não cruzar os braços durante o Carnaval, em respeito à sociedade alagoana, que vem sofrendo com o descaso com a segurança pública", disse Gomes à Agência Brasil.

Na quarta-feira, 15, os policiais militares e bombeiros alagoanos já haviam selado um acordo com o governo estadual, afastando a hipótese de paralisar suas atividades. O acordo com o governo estadual prevê reposição salarial de 6,5% e reajuste do piso dos militares de R$ 1.847 para R$ 2.156 (16,8%).

Conforme a Agência Brasil informou ontem, a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) está organizando um movimento nacional que, se aprovado por sindicatos e entidades estaduais, ameaça paralisar policiais civis de várias localidades. O sindicato alagoano é filiado à Cobrapol, cujo vice-presidente é Carlos Jorge da Rocha, o ex-presidente do Sindpol-AL.

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