Policiais civis de Alagoas entram em greve

Os policiais civis de Alagoas entraram em greve ontem por tempo indeterminado e estão fazendo apenas as prisões em flagrante. A categoria quer reajuste salarial de 24% e encaminhou outras 20 reivindicações ao governo estadual, que exige o fim da greve para retomar as negociações. Hoje pela manhã sindicalistas fecharam a bomba de combustível que abastece as viaturas da Polícia Civil em Maceió. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Carlos Jorge, disse que foi uma atitude extrema para chamar a atenção do governador em exercício, Luis Abílio (PDT), pois nenhuma das 21 reivindicações da categoria foi atendida. "Nem o aumento de 6% prometido pelo governo para janeiro foi cumprido. Nós pedimos 24%. Eles ofereceram 12%. Metade em janeiro e a outra em março, mas até agora nada foi depositado", afirmou. A assessoria da Polícia Civil confirmou que a bomba passou a manhã fechada, mas o trabalho não foi prejudicado porque as viaturas abasteceram na tarde de terça-feira, pouco antes do início da greve. Entre as reivindicações encaminhadas ao governo estadual estão reajuste salarial de 24%, adicional noturno, pagamento de hora extra, vale-transporte e alimentação para policiais do interior, retirada dos presos judiciais das delegacias, efetivação dos policiais sub-judice, curso superior para agente e direito de portar arma em outro Estado. O governador Luis Abílio considerou uma "irresponsabilidade" a atitude da direção do Sindpol de deflagrar greve por tempo indeterminado, nesse momento, quando o governo tenta conter a onde de violência no Estado. "Essa decisão beira a irresponsabilidade, porque o diálogo sempre esteve aberto e eles tomaram essa decisão radical num momento delicado para a área de segurança pública", afirmou Abílio, que está à frente do comando do Estado desde o início do ano, por causa do afastamento do governador Ronaldo Lessa (PDT) para tratamento de saúde. "Nós sentamos à mesa com a diretoria do Sindicato, negociamos e definimos o envio de várias mensagens de ajuste salarial para os policiais civis a partir de janeiro. O problema é que a Assembléia está em recesso, só a partir do dia 15 de fevereiro é que os deputados retornam ao trabalho para apreciar essas mensagens", justificou o governador, prometendo pagar 6% de reajuste a partir de janeiro e mais 6% a partir de maio. O reajuste, disse, será retroativo a janeiro.

Agencia Estado,

01 Fevereiro 2006 | 15h41

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