Policiais civis de oito Estados entram em greve

Categoria pressiona Câmara para votação de emenda constitucional que prevê piso nacional

Fabiana Marchezi, da Central de Notícias

20 de maio de 2010 | 16h38

Policiais tumultuam votação de PEC que fixa o piso salarial da categoria na Câmara dos Deputados

 

SÃO PAULO - Policiais civis de oito Estados entraram em greve entre quarta, 19, e quinta-feira, 20, para pressionar a Câmara dos Deputados a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prevê um piso salarial nacional para a categoria.

 

De acordo com a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), aderiram à greve policiais dos Estados da Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Em todos os Estados, de acordo com a Cobrapol, os serviços de investigação, entregas de intimações e fornecimento de antecedentes criminais estão suspensos.

 

Caso a PEC seja aprovada, policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários terão um piso salarial nacional e passarão a receber, em média, R$ 3.500 por mês (nível médio) e R$ 7 mil (nível superior). A Cobrapol também informou que, caso a PEC não seja aprovada, mais 11 Estados devem aderir à paralisação até o final da semana que vem.

 

A PEC voltou a ser incluída na pauta do plenário da Câmara e quase foi votada em sessão extraordinária na quarta. Segundo a Cobrapol, a matéria, que havia sido retirada da Ordem do Dia em função de um acordo de lideranças, só retornou graças à mobilização dos policiais civis nos Estados, que ontem atenderam a convocação da Cobrapol e aderiram à greve nacional.

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