Policiais civis e militares são presos e exonerados no Rio

Dois supostos casos de extorsão resultaram hoje no afastamento e na prisão de policiais civis e militares do Rio. O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, exonerou o delegado-titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Túlio Pelosi, e afastou das funções toda a equipe que formava a unidade. Na PM, 15 homens do 22º Batalhão tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da secretaria.Os problemas na DRE têm sido recorrentes. O fato decisivo para a intervenção do secretário foi um suposto caso de extorsão ocorrido na semana passada. Policiais invadiram a casa de um comerciante, na Vila Valqueire (zona oeste), sem autorização judicial. Eles disseram estar em busca de armas e drogas. Com medo, o comerciante pulou da varanda do apartamento, no primeiro andar. Ele teve traumatismo craniano. A família denunciou o caso.Também hoje, a 4.ª Vara Criminal de Duque de Caxias decretou a prisão temporária de três agentes da DRE. Os policiais Rodrigo Correia Lima Furtado, Marcelo Cardoso Souto e Edmilson Theodizio da Silva participaram da operação que resultou na morte da estudante Aline Gonçalves Lima e do pastor evangélico Marcelo Salgueiro, na favela Beira-Mar, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), em 9 de março. A prisão é válida por 30 dias.O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, explicou que a decisão de remover a equipe da DRE foi tomada devido à percepção de que havia descontrole nas ações da unidade. O coordenador das delegacias especializadas, Alan Turnowsky, assumiu temporariamente a chefia da DRE. Lins disse que o novo titular será conhecido na segunda-feira.O juiz da 34ª Vara Criminal, Cairo Ítalo, decretou hoje a prisão preventiva de 15 PMs, entre eles um oficial, do 22º Batalhão (Maré), a pedido da Secretaria de Segurança Pública. Por meio de escuta telefônica, eles foram flagrados cobrando propina do traficante José Roberto Pinto da Costa, o Capixaba, para devolver armas e drogas apreendidas.

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