Policiais civis em greve no ES desrespeitam lei

Os policiais civis do Espírito Santo, em greve desde segunda-feira, desrespeitaram hoje a obrigatoriedade de manter 30% do efetivo no trabalho, como prevê a lei. Com isso, ficaram interrompidos os serviços considerados de emergência, como o recolhimento de cadáveres, as perícias e o atendimento de flagrantes. A radicalização da greve foi motivada, segundo o Sindicato dos Investigadores de Polícia, pela recusa do governo do Estado em negociar. "Eles se recusam a conversar. Então, resolvemos parar tudo", atacou o presidente do sindicato, Júnior Fialho. No final da tarde, cerca de 400 grevistas realizaram uma assembléia e decidiram manter o movimento por tempo indeterminado. Os serviços de emergência, no entanto, voltaram a funcionar. "Decidimos retomar os 30% para respeitar a lei", disse o presidente do sindicato. Hoje, os grevistas planejam realizar uma passeata pela cidade durante a tarde e que terá como ponto de chegada o Palácio Anchieta, sede do governo.O secretário de Segurança, coronel Edson Ribeiro Carmo, afirmou que a secretaria está aberta às negociações, mas não vai aceitar "atos de indisciplina e que prejudiquem a população". "Negociar não é ilegal, ilegal é o que eles estão fazendo", disse. Na última sexta-feira, uma decisão judicial considerou a greve ilegal e definiu uma multa de R$ 10 mil por cada dia de paralisação. "A decisão da Justiça será cumprida e eles terão que pagar por não trabalhar. Se ficarem dez dias sem trabalhar, terão que pagar R$ 100 mil. Vamos ver se eles não voltam."Os policiais grevistas reivindicam 38% de reajuste salarial, a regulamentação da lei de aposentadoria e o cumprimento de decisões judiciais que beneficiaram a categoria. "Contando tudo que perdemos, deveríamos receber 67% de aumento, mas só estamos pedindo 38%", explicou Fialho.Segundo o secretário, os serviços de emergência não estão prejudicados porque um decreto do governador José Ignácio Ferreira determinou que médicos da Polícia Militar passem a recolher e periciar corpos de vítimas de homicídio. Além disso, segundo ele, 70% do efetivo continua trabalhando. Para o sindicato, a greve atinge 90% dos 1.800 policiais do Estado. O secretário de Segurança disse que está sendo feita uma lista com o nome de todos os policiais em greve para que o ponto seja cortado. "Conversei hoje com os delegados que se comprometeram a fazer essa listagem com o nome dos faltosos."No final da tarde, cerca de 400 grevistas realizaram uma assembléia e decidiram manter o movimento por tempo indeterminado. Os serviços de emergência, no entanto, voltam a funcionar. "Decidimos retomar os 30% para respeitar a lei", disse o presidente do sindicato. Hoje, os grevistas planejam realizar uma passeata pela cidade durante a tarde e que terá como ponto de chegada o Palácio Anchieta, sede do governo.

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