Policiais da Polinter são indiciados por facilitação de fuga

O subsecretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, reconheceu hoje que houve "no mínimo" negligência dos policiais que estavam de plantão na carceragem da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), quando 49 detentos escaparam por um buraco aberto em um dos banheiros, na madrugada de domingo. Ele informou que os dois agentes que trabalhavam na carceragem, que já estão indiciados por facilitação de fuga, ainda podem ser autuados em outros artigos."O indiciamento é para demonstrar que o Estado não compactua com maus servidores. Vamos elogiar os bons policiais, mas vamos afastar aqueles que não sabem de agir de acordo com a boa conduta policial", afirmou o secretário. Até o fim da manhã, somente dois presos haviam sido recapturados. Itagiba informou que todas as delegaciais especializadas estão trabalhando nas buscas.De acordo com o diretor da Polinter, delegado Rodolfo Waldeck, a parede aberta pelos presos estão sendo consertada. Ele disse que as paredes deverão passar por obras estruturais para reforço com chapas de aço e concreto. "Não sabíamos que aquele trecho era tão vulnerável". A fragilidade da Polinter é fato público há muito tempo. Em julho de 2002, os presos cavaram um túnel de três metros de comprimento - o vigésimo em um ano e meio. Sete deles chegaram ao pátio e pularam o muro. Na ocasião, o então diretor Jader Amaral reconheceu que o chão da carceragem é oco, porque havia uma carceragem subterrânea ali que foi aterreda. Naquela época, 852 estavam presos e a capacidade era para 150 homens. Hoje, há 1.400 detentos."Essa é uma situação transitória. O governo está construindo uma casa de custódia com capacidade para 1.350 homens que vai desafogar a Polinter. A casa deve estar pronta nos próximos dias", garantiu Waldeck.

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