Magnus Nascimento/Tribuna do Norte
Magnus Nascimento/Tribuna do Norte

Após 21 dias, policiais do Rio Grande do Norte suspendem greve

PMs ainda negociavam não punição; atrasados devem ser pagos até sexta, quando termina a operação federal

Ricardo Araújo, especial para o Estado

09 Janeiro 2018 | 16h30
Atualizado 09 Janeiro 2018 | 23h00

NATAL - Policiais civis e militares do Rio Grande do Norte devem voltar às ruas, após 21 dias de paralisação. O governo do Estado apresentou proposta de quitação dos salários de dezembro até sexta-feira, com o objetivo de terminar com os protestos. Um último ponto, ainda em discussão à noite, era a não punição dos PMs aquartelados.

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Na sexta-feira, também se encerra o prazo de permanência das tropas federais no Estado. Oficialmente, ainda não foi enviado nenhum pedido de prorrogação de permanência dos militares no Rio Grande do Norte pelo governador Robinson Faria (PSD). 

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Em assembleia mais cedo, os policiais civis concordaram com a oferta do Poder Executivo e decidiram retomar os trabalhos, com a reabertura das delegacias distritais, a partir desta quarta-feira, 10. Já os militares negociavam a garantia do governo do Estado de não abrir nenhum processo administrativo ou propor sanção à categoria; o pagamento integral do salário de dezembro aos ativos, reservistas e pensionistas; a oferta de verbas federais para investimento em infraestrutura; o aumento do vale-alimentação de R$ 10 para R$ 20, bem como o reajuste da diária operacional, que era de R$ 50, para R$ 107,15.

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Os trabalhadores não vão assumir o trabalho hoje, pois não têm condições de pagar nem o ônibus.
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Manoel Egídio, secretário do Sindicato Estadual dos Servidores da Saúde

Além disso, o Estado se comprometeu com a chegada, até sexta-feira, de 50 novas viaturas para os batalhões da Polícia Militar. Uma das queixas dos policiais era justamente terem de fazer rondas a pé, por problemas técnicos e administrativos em viaturas. Mesmo com a volta às ruas, o movimento promete manter-se organizado. “O monitoramento será constante para que a situação não volte a ficar como está”, afirmou o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares. 

 

Apagão

Apesar de o governo do Estado negociar com os policiais, ainda não havia previsão para o pagamento de atrasados de outras categorias. Nesta terça-feira, 9, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam como socorristas no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Natal e outros 11 municípios da região metropolitana paralisaram atendimento. 

Das 14 ambulâncias que normalmente atuam em dias comuns, quatro estão disponíveis para o atendimento de urgência. Além das ambulâncias, os atendimentos nos maiores hospitais públicos administrados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesap) também sofreram redução. Ao longo do dia, os servidores lotados na Sesap realizam um movimento intitulado “Apagão na Saúde Pública”. A secretaria não se posicionou sobre o assunto.

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