Policiais do Rio podem entrar em greve

Os cerca de nove mil policiais civis do Estado poderão entrar em greve na semana que vem. Insatisfeitos com os baixos salários - o piso é de R$ 151 e as perdas salariais chegam a 135% nos últimos anos, segundo o sindicato da categoria -, os policiais estão ainda mais revoltados com a aprovação, na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), da redução de terceiro para segundo grau no nível de escolaridade exigido para ingressar na corporação. O chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, disse que demitirá quem fizer greve.Os policiais se reúnem na próxima quarta-feira para decidir se haverá ou não paralisação. "Tudo indica que vamos parar, porque o clima de insatisfação é muito grande. A tendência é que haja paralisação de 48 horas", disse o presidente do sindicato, Fernando Bandeira. Na noite de quarta-feira, em votação conturbada, o projeto de lei do governador Anthony Garotinho de extingüir a exigência de nível superior para quem quer se tornar detetive inspetor, escrivão, papiloscopista, detetive e escrevente da Polícia Civil, foi aprovado por 40 votos a 21.O chefe de Polícia Civil afirmou que não vai tolerar paralisação. "Nenhum policial pode parar", afirmou Álvaro Lins. Ele negou que a decisão da Alerj implique a desqualificação da corporação. "Nós sempre incentivamos a formação superior de nossos quadros. Neste momento, temos 600 policiais e dependentes em cursos da Universidade Estácio Sá, com a qual mantemos um convênio", informou Lins.

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